A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) iniciou, nesta segunda-feira (17), uma agenda de apresentação do caderno “A Caixa que o Brasil precisa -2027/2030” para a coordenação de campanha do presidente Lula. O objetivo é fazer com que as propostas reunidas no documento contribuam para a construção do programa de governo para o próximo período.

A primeira reunião foi com a coordenação da campanha do presidente Lula, representada por José Zunga Lima, em Brasília. Durante a reunião, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, explicou que o projeto começou a ser construído como um documento de reflexão sobre o papel da Caixa, e ganhou amplitude com a participação de especialistas, representantes de universidades, movimentos sociais e pessoas com diferentes experiências relacionadas ao banco e às políticas públicas. 

“Reunimos especialistas de diferentes áreas para apresentar propostas sobre a Caixa que queremos no próximo governo Lula, caso seja reeleito. O material aborda o papel social do banco, habitação, FGTS, programas sociais e outros temas estratégicos. É uma contribuição da Fenae e da Contraf-CUT para que essa visão de uma Caixa pública e comprometida com o desenvolvimento do país esteja presente no programa de governo de 2027 a 2030”, afirmou Takemoto.

Zunga destacou a dimensão estratégica do banco na execução das políticas sociais. “A Caixa é muito maior do que a gente consegue dimensionar. Não existe hoje a realização de políticas sociais no Brasil sem o braço desse banco social”, afirmou. Para ele, programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Desenrola exemplificam a presença da instituição nas principais políticas públicas do atual governo.

Produzida pela Fenae e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a revista reúne contribuições de Ladislau Dowbor, Hyolitta Costa de Araújo, Evaniza Rodrigues, Rede BrCidades, Darcy da Silva Costa, Roberta Pontes, Sérgio Amadeu e Luis Nassif, além de uma síntese de propostas por eixos temáticos.

Os textos partem de diferentes áreas de conhecimento e experiências sociais para discutir a Caixa como instituição estratégica para um projeto de desenvolvimento comprometido com a redução das desigualdades, a ampliação de direitos e a soberania nacional. 

A publicação aborda o crédito como instrumento de desenvolvimento, a preservação da função social do FGTS, políticas habitacionais mais amplas e inclusivas, o acesso da população em situação de rua às políticas públicas, educação, transformação digital e soberania tecnológica.

A valorização dos empregados também ocupa lugar central na publicação. O material ressalta que são os trabalhadores da Caixa que fazem com que programas, sistemas e recursos se transformem em atendimento concreto à população, inclusive para cidadãos sem familiaridade com bancos, aplicativos ou procedimentos financeiros.

“É na Caixa que o Brasil real chega, e são os empregados que recebem esse Brasil”, destaca o editorial da revista, assinado por Sergio Takemoto e pela presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. O texto reforça que valorizar os trabalhadores não é uma pauta separada do projeto de Caixa defendido pela publicação, mas uma condição para que a instituição cumpra sua missão pública.

Durante o encontro, Zunga afirmou que as contribuições devem chegar à coordenação responsável pelo plano de governo e se comprometeu a intermediar uma reunião para a apresentação formal do documento. Também participaram da reunião a diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber e os colaboradores da produção do material, Jair Pedro Ferreira e Dionísio Reis.

Confira aqui a publicação