A paralisação de 24 horas realizada por bancários e bancárias, nesta quinta-feira (20), contou com adesão massiva em todo país transformando o dia 20 de agosto em um marco histórico. A mobilização revelou a força da categoria em protesto contra as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nas negociações da Campanha Nacional Unificada 2026 e pela direção da Caixa Econômica Federal, nas rodadas da mesa permanente para as questões específicas.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, as negociações com a Fenaban e com a Caixa, previstas para a próxima semana, ganham nova dinâmica após a adesão à paralisação em todo país. “Todos os estados do Brasil mostraram a força da categoria mobilizada. É com unidade e luta que conquistamos avanços.  Essa é a nossa forma de equilibrar as forças para termos uma negociação mais justa”, destacou.

“Ainda estou me recuperando da emoção de ver e viver a paralisação que fizemos ontem. Participar de um momento histórico como o que nós realizamos ontem fica marcado nas nossas vidas. E, sem dúvida nenhuma, não vamos esquecer esse 20 de agosto de 2026, assim como não vamos esquecer o dia 30 de outubro de 1985, a histórica greve das 6 horas”, completou Takemoto.

Na Caixa, as reivindicações passam também pela defesa incondicional do Saúde Caixa.  “A Caixa foi o banco que mais aderiu a paralisação, com mais de 300 locais fechados ao longo do dia. Tivemos participação forte de gerentes e gestores, incluindo pessoas da área de segurança”, avaliou o presidente da Fenae.
 
As regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, reivindicaram melhores condições de trabalho, reajuste salarial, propostas mais justas para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), e fizeram a defesa do Saúde Caixa mostrando a insatisfação dos empregados da Caixa com o déficit do plano de saúde.

As próximas mesas de negociação estão previstas para os dias 24 e 25 de agosto com a Fenaban, e para o dia 25 de agosto com a Caixa. A expectativa é que a Fenaban e a Caixa apresentem propostas concretas às reivindicações dos bancários.

A força da mobilização coloca os trabalhadores em melhor posição nas negociações futuras, demonstrando unidade para manter a luta pelos direitos da categoria.

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