Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal entraram no seu quinto dia de greve, nesta segunda-feira (14), com mobilizações em agências de todo o país para pressionar a direção do banco a fazer uma negociação justa sem a retirada de direitos conquistados.

A mobilização dos empregados da Caixa conta com o apoio de diretores da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) em todas as regiões do país. A mobilização também ganhou destaque no Distrito Federal, com o grande ato que reuniu cerca de 400 pessoas em frente à sede da empresa.

Entre os principais pontos de reivindicação dos empregados estão mudanças no regulamento do Super Caixa, fim do atendimento simultâneo nas agências e melhores condições de trabalho. O Saúde Caixa é outro destaque das negociações.

Para o diretor de Comunicação da Fenae, Moacir Carneiro, o movimento ganhou ainda mais força diante da necessidade de preservar direitos e benefícios conquistados ao longo dos anos pela categoria.  “A tentativa de retirada de direitos dos empregados da Caixa, chegando inclusive ao cancelamento do agendamento do ticket de refeição, provocou ainda mais indignação e fortaleceu a mobilização desta segunda-feira. A resposta dos trabalhadores demonstra disposição para a luta e para a defesa de seus direitos. A Fenae, os sindicatos e a Contraf-CUT seguem unidos para apoiar os empregados da Caixa e lutar por um acordo salarial digno, justo e que respeite os trabalhadores”, reforça o diretor. 

O ex-presidente da Fenae, Jair Pedro, reforça que a participação dos trabalhadores é fundamental para pressionar a empresa a retomar o diálogo e avançar nas negociações. Entre as principais preocupações está o Saúde Caixa, benefício considerado essencial para empregados da ativa e aposentados e que, segundo ele, não pode ser colocado em risco.

“O plano de saúde é um dos principais assuntos que está na pauta, pois interfere na vida de todos os colegas, ativos e aposentados. É um grande benefício que está sob ameaça. Por isso, quanto maior a adesão e a participação dos empregados, maior será a demonstração da nossa força para buscar uma solução”, reforçou.  “É bom reforçar que não somos contra a Caixa. O que não podemos é abrir mão dos nossos direitos e benefícios. Sempre apostamos na negociação, e é a mobilização dos trabalhadores que faz a diferença para nossas conquistas”, explica Jair Pedro.

Para o presidente da Apcef/DF, José Herculano, o Bala, a adesão ao movimento demonstra a união da categoria em defesa de direitos históricos. Ele destaca especialmente o Saúde Caixa, considerado um patrimônio dos empregados, e defende a continuidade da mobilização para pressionar a empresa a negociar.

Para Bala, a postura da direção da Caixa é uma verdadeira afronta aos direitos dos empregados. “O Saúde Caixa é um patrimônio do empregado. Quando entramos na Caixa por concurso, um dos grandes atrativos era justamente o nosso plano de saúde, um plano nacional que nos dava tranquilidade para cuidar de nós e das nossas famílias quando precisássemos”, disse. Não podemos aceitar nenhum tipo de chantagem. O Saúde Caixa é um direito nosso e é negociável. Precisamos manter nossa união e nossa unidade para defender toda a categoria, porque todos perdem com isso. A mobilização de hoje foi muito bonita e mostrou que os empregados estão unidos”, complementa Bala. 

Recuo da Caixa

Parte da pressão construída pela categoria já começou a ter resultado positivo. No domingo (13), a Caixa recuou e anunciou reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados. Além disso, a Caixa decidiu suspender as medidas administrativas previstas na CE VIPES 11183/2026, enquanto as negociações estiverem em curso.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a força da mobilização dos empregados e empregadas da Caixa foi fundamental para o recuo do banco.  

“A decisão representa uma importante vitória da mobilização. A empresa, que havia encerrado as tratativas coletivas e anunciado medidas diante do fim das negociações, agora reconhece a importância do diálogo com as entidades representativas e admite a retomada das tratativas”, destacou Sergio Takemoto, presidente da Fenae.

A Caixa informou ainda que adotará providências para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas anteriormente a 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.

Veja as imagens da mobilização pelo Brasil

Acre (AC)

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Alagoas (AL)

Amapá (AP)

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Amazonas (AM)

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Bahia (BA)

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Ceará (CE)

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Distrito Federal (DF)

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Espírito Santo (ES)


Goiás (GO)


Maranhão (MA)


Mato Grosso (MT)

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Mato Grosso do Sul (MS)


Minas Gerais (MG)

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Pará (PA)


Paraíba (PB)

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Paraná (PR)


Pernambuco (PE)

Piauí (PI)

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Rio de Janeiro (RJ)


Rio Grande do Norte (RN)


Rio Grande do Sul (RS)

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Rondônia (RO)


Roraima (RR)


Santa Catarina (SC)


São Paulo (SP)

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Sergipe (SE)


Tocantins (TO)