A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) se reuniu nesta segunda-feira (14) com representantes da Fenag, Fenacef e Feneac para avaliar a força do movimento dos empregados e empregadas da Caixa e discutir alternativas a serem apresentadas às comissões de negociação, diante da iminência da retomada das tratativas com o banco.

A reunião reforçou a avaliação de que a forte mobilização da categoria, com a adesão à greve nacional, foi determinante para pressionar a Caixa a recuar e reabrir o diálogo com as entidades representativas.

Para a Fenae, retomar a mesa de negociação não significa simplesmente voltar a conversar. A reabertura precisa representar uma mudança efetiva de postura por parte da Caixa. O banco deve estar disposto a ouvir os empregados, enfrentar os pontos de divergência e apresentar respostas concretas às reivindicações que motivaram a mobilização.

A força construída nas unidades da Caixa em todo o país precisa ser transformada em avanços na mesa. A categoria parou porque tem reivindicações legítimas e urgentes. Reabrir a mesa é o começo. Avançar nas reivindicações é o que pode levar a um acordo.

Durante o encontro, as entidades avaliaram os principais pontos da pauta e discutiram propostas e alternativas que possam contribuir para o avanço das negociações e para a construção de uma solução que respeite os direitos e as demandas dos empregados e empregadas da Caixa.

A Fenae seguirá atuando junto aos trabalhadores e trabalhadoras, mantendo a mobilização e a unidade da categoria. A greve mostrou a força dos empregados. Agora, cabe à Caixa demonstrar, na mesa, que está disposta a negociar de verdade.

Mobilização forte, unidade e negociação com resultado. É isso que os empregados da Caixa esperam.