O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, visitou nesta sexta-feira (24), em São Luís (MA), o projeto “Sou Porque Somos, Ubuntu na Luta pelo Feminicídio Zero”, apoiado pela Fenae e pela Apcef/MA, em parceria com a ONG Moradia e Cidadania. A iniciativa promove o empoderamento de mulheres e meninas por meio da inclusão produtiva, da valorização da cultura local e do fortalecimento de ações de prevenção à violência de gênero.
 
A programação contou com apresentações culturais, incluindo o tradicional tambor de crioula e apresentações de dança, além da exposição dos trabalhos produzidos pelas beneficiárias e da degustação de um café preparado por representantes de comunidade quilombola.
 
Também estiveram presentes diversos empregados da Caixa, que acompanharam as atividades e conheceram as ações desenvolvidas pela iniciativa, voltadas ao fortalecimento da autonomia econômica, da cidadania e da valorização da identidade cultural das participantes.
 
Durante o evento, representantes da coordenação do projeto e das entidades parceiras apresentaram os resultados da iniciativa e destacaram a importância da atuação conjunta entre organizações da sociedade civil e instituições comprometidas com a promoção da igualdade de gênero e da inclusão social. A programação incluiu ainda palestra da diretora da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão, Susan Lucena, sobre políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.
 
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ver o impacto desses projetos na comunidade reforça o valor da parceria entre a Federação, as Apcefs e a ONG Moradia e Cidadania para promover transformações nos 27 estados do país.
 
“É a segunda vez que tenho a oportunidade de estar aqui e, a cada visita, fico ainda mais emocionado. O Sou Porque Somos é um projeto que atua no empoderamento das mulheres, fazendo com que elas se reconheçam, se valorizem e tenham orgulho de suas origens e de sua comunidade. Convido a todos para fazerem parte dessa grande transformação que estamos promovendo em todo o país através da parceria entre a Fenae e Apcefs com a ONG Moradia e Cidadania”, destacou.
A diretora de Impacto Social da Fenae, Giselle Menezes, ressaltou que investir em iniciativas como essa significa ampliar oportunidades para mulheres que historicamente enfrentam situações de vulnerabilidade.
 
“Aqui vimos mulheres que chegaram sem perspectivas, ganharam autoestima, autonomia e hoje já são lideranças, comercializam seus produtos, participam de feiras e ampliam sua geração de renda. Isso mostra que educação, qualificação, acolhimento e acesso à informação são capazes de abrir caminhos, ampliar horizontes e transformar realidades”, destacou.

Visita ao projeto Sou porque Somos - São Luís (24/07/2026)
Ao abordar os desafios enfrentados pelas mulheres maranhenses, o presidente da Apcef/MA, Jorge Cordeiro, lembrou que a desigualdade social e a violência de gênero caminham juntas e exigem ações permanentes de enfrentamento.
 
“Projetos como este são fundamentais porque enfrentam duas grandes desigualdades: a pobreza e a violência contra as mulheres. O Maranhão convive com enormes desafios sociais, e o Brasil registrou 1.571 feminicídios no ano passado. Ainda vivemos em uma sociedade em que muitos homens acreditam ser donos das mulheres, e é contra essa cultura que precisamos atuar”, ressaltou Cordeiro.
 
A diretora da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão, Susan Lucena, destacou que fortalecer economicamente as mulheres também significa romper ciclos de violência.
 
“Quando fortalecemos uma mulher, não transformamos apenas a vida dela, mas de toda a família. É isso que projetos como este fazem: geram renda, criam oportunidades, fortalecem vínculos e ajudam as mulheres a conhecer e acessar seus direitos para romper ciclos de violência”, ressaltou.
 
Desenvolvido na sede da Associação dos Remanescentes Quilombolas Urbanos da Liberdade, um dos maiores territórios quilombolas urbanos da América Latina, o projeto beneficia diretamente 40 mulheres da região da Liberdade e bairros vizinhos, em São Luís. A iniciativa busca romper ciclos de violência e exclusão social por meio de ações educativas, culturais e econômicas, fortalecendo políticas públicas e valorizando a identidade cultural da comunidade.
 
A coordenadora do projeto, Josanira Luz, afirmou que a proposta vai além da qualificação profissional, ao fortalecer a identidade coletiva e o protagonismo das mulheres da comunidade.
 
“Este território é uma potência. Aqui há mulheres fortes, conhecimento, cultura e ancestralidade. O que fazemos é criar oportunidades para que elas se fortaleçam, ocupem espaços, gerem renda e mostrem ao mundo que existem, resistem e transformam suas comunidades. Afinal, eu sou porque nós somos”, reafirmou.

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