Em defesa dos direitos de todos os empregados e aposentados, e após esgotadas as tratativas de negociações para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da Caixa, inclusive a manutenção dos princípios do Saúde Caixa – uma das maiores conquistas dos empregados e aposentados da Caixa, Fenae e Apcefs incentivam os trabalhadores de todo o país a participarem das assembleias, convocadas para quinta-feira (3) e sexta-feira (4), com recomendação por rejeitar a proposta apresentada pelo banco.

Na maioria das bases sindicais, a assembleia será aberta com uma plenária para debates e esclarecimentos, desta quinta (3). Em seguida, terá início a votação, que será realizada exclusivamente pela internet, por meio de plataforma disponibilizada pelo sindicato da base territorial a que o bancário esteja vinculado, sendo ele ligado ao sistema Contraf-CUT. 

O sistema ficará aberto das 19h desta quinta (3) até as 19h da sexta (4). Isso permitirá que todos os empregados participem e se manifestem sobre a proposta apresentada. 

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, recomenda a participação dos trabalhadores da Caixa na assembleia que vai deliberar sobre a proposta de renovação do acordo específico da Caixa. “A participação dos empregados e aposentados da Caixa na assembleia é fundamental. Em reunião realizada nesta quarta-feira (2), com presidentes das Apcefs, foi orientada a rejeição da proposta do banco. “Hoje tivemos conhecimento de reunião, em live, realizada pela Caixa, com ameaça e assédio aos trabalhadores. Repudiamos qualquer ato de ameaça e, a mobilização dos empregados pode garantir que nossos direitos sejam respeitados”, destaca Takemoto. 


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Confira o que prevê a proposta da Caixa

A Caixa Econômica Federal apresentou, no sábado (29), em São Paulo, o que classificou como sua proposta final para o Saúde Caixa. O tema concentrou boa parte da décima rodada de negociações específicas entre o banco e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários 2026: ampliação das agendas da mesa permanente de negociação e a realização de reuniões específicas sobre os modelos Figital e Genesys.

Proposta para o Saúde Caixa

O modelo apresentado pela Caixa modifica a forma de cobrança prevista no acordo atual. Para os empregados da ativa, a contribuição passaria a variar conforme a idade do titular e de cada dependente:

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Para aposentados e pensionistas, a contribuição do titular passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base, enquanto a mensalidade por dependente subiria dos atuais R$ 480 para R$ 660. O teto de comprometimento da renda do grupo familiar passaria de 7% para 9%. A proposta mantém a cobrança de 13 mensalidades anuais.

Os dependentes indiretos, entre eles filhos de 21 a 27 anos, ficariam fora do teto familiar. A proposta elimina a diferenciação atualmente existente entre as faixas de 21 a 24 anos e de 24 a 27 anos e estabelece um piso de R$ 50 para todos os usuários. A tabela e as demais regras constam da apresentação feita pelo banco durante a reunião.

As consultas por telemedicina passariam a ser isentas de coparticipação. Segundo a Caixa, a medida pretende estimular o uso dessa modalidade, que teria menor custo para o plano. Internações e tratamentos oncológicos continuariam isentos de coparticipação. O valor cobrado por consulta em pronto-socorro subiria de R$ 75 para R$ 150, e o limite anual de coparticipação por grupo familiar passaria de R$ 3.600 para R$ 4.800.

A proposta prevê ainda o recadastramento anual dos titulares e grupos familiares e a abertura de um prazo de 90 dias para a adesão de titulares que atualmente estejam fora do Saúde Caixa. Encerrado esse período, quem cancelar sua adesão não poderá retornar ao plano.

Pela regra vigente, é possível solicitar nova inscrição após dois anos de ausência, mediante o cumprimento das condições previstas no ACT. Segundo a Caixa, a mudança pretende proteger a sustentabilidade e o mutualismo do Saúde Caixa.

Caixa fala em ampliar teto em 2027

A Caixa informou que as medidas propostas para os usuários representariam aproximadamente R$ 190 milhões adicionais em 2026. O banco afirmou que destinará cerca de R$ 543 milhões ao equacionamento do resultado do plano neste ano, inclusive por meio de medidas extraordinárias.

O banco declarou também que pretende iniciar, após o período de restrições eleitorais, os procedimentos internos e externos necessários para ampliar, em 2027, o atual teto de 6,5% da folha de pagamento e dos proventos que limita sua participação no Saúde Caixa. De acordo com a Caixa, caso o teto seja elevado de 6,5% para 8%, por exemplo, o aumento de sua contribuição chegaria a aproximadamente R$ 600 milhões.

Outro tema apresentado pelo banco foi o estudo de mudanças estruturais no Saúde Caixa, entre elas a possibilidade de constituição de CNPJ próprio e a busca de novas fontes de receita. A CEE lembrou que o acordo vigente já estabelece que alterações estruturantes devem ser debatidas com a representação dos empregados e reivindicou que qualquer estudo seja submetido à mesa de negociação antes de sua implementação.

GT para discutir remuneração variável, PFG, PCS e PSI

Outro ponto da reunião foi a proposta de criação de um único grupo de trabalho para tratar de PFG, PCS e PSI e remuneração variável, incluindo o Super Caixa.

Figital e Genesys

A Caixa propôs uma reunião específica com as áreas responsáveis pelos modelos Figital e Genesys. No caso do Genesys, o banco se comprometeu a suspender, até 31 de dezembro, a penalização no Alcance.Caixa decorrente do transbordo do atendimento e a ampliar de cinco para dez minutos o prazo antes do transbordo.

Mesmo depois dos dez minutos, a unidade não será penalizada pelo indicador durante o período de suspensão.

Licenças de saúde e abono

Em relação ao adiantamento salarial durante os afastamentos por licença de saúde, a Caixa propôs que, quando o benefício for inicialmente indeferido pelo INSS, a cobrança para devolução do adiantamento não seja iniciada enquanto ainda houver possibilidade de recurso. O procedimento de devolução começaria somente depois de uma decisão definitiva.

A empresa também propôs tornar facultativo o recebimento do adiantamento.

Propôs ainda a possibilidade de converter dez dias de férias em abono pecuniário, independentemente do período de descanso.