Empregados da Caixa param: aumento real, saúde e respeito! A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e as 27 Apcefs se somam à paralisação nacional dos bancários nesta quinta-feira (20) e chamam os empregados da Caixa a participar da mobilização em todo o país.

A paralisação é uma resposta à falta de avanços nas negociações e a propostas que, em vez de reconhecer o papel e a dedicação da categoria, inclusive para o lucro dos bancos, aprofundam a desvalorização e retiram direitos dos trabalhadores. Depois da rejeição da proposta da Fenaban nas assembleias, é hora de reforçar a pressão por uma negociação que produza avanços, e não retrocessos.

O pacto intergeracional é justamente o que permite que trabalhadores de diferentes idades compartilhem coletivamente os custos do plano. A cobrança por faixa etária rompe com essa lógica e abre caminho para que o valor pago aumente à medida que o empregado envelhece, justamente quando mais precisa de assistência à saúde.

E os empregados já estão pagando muito mais do que os 30% previstos no modelo histórico de custeio. Em 2025, considerando as contribuições regulares, os usuários responderam por aproximadamente 46% do financiamento do plano, enquanto a Caixa arcou com cerca de 54%.

Para a Fenae e as Apcefs, não há sustentabilidade possível quando a saída apresentada é transferir uma parcela cada vez maior da conta para os trabalhadores.

A Fenae e as 27 Apcefs estarão ao lado dos empregados na paralisação desta quinta-feira. Direito não se retira. Saúde não é custo a ser empurrado para o trabalhador. Valorização se faz com respeito, diálogo e avanços. E avanços se conquistam com luta e com a união da categoria.

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