No Dia Nacional da Saúde, celebrado nesta quarta-feira (5), a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) faz uma reflexão sobre a saúde como um direito universal. Criado em 1988 com Constituição Federal, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, garantindo acesso e assistência médica gratuita, universal e integral a todos. Além disso, o SUS promove a equidade e consolidou-se como referência internacional em vacinação, transplantes, combate a epidemias e atenção primária à saúde. 

Embora universal, o Sistema está sobrecarregado com a alta demanda da população brasileira. Por isso, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforça a importância da saúde suplementar, como o Saúde Caixa, e tantos outros planos oferecidos pelas empresas aos seus empregados, para dar suporte e aliviar a sobrecarga da rede pública. 

Para isso, anos após anos, a Fenae e o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (Cusc) defendem, junto a direção do banco, um plano sustentável, acessível e capaz de atender às necessidades dos usuários (empregados, aposentados e seus dependentes). “Além de garantir a maior rapidez em exames e consultas de rotina, os planos de assistência médica é mais uma forma de aliviar a pressão sobre a rede pública de saúde”, reforça Takemoto.

Apesar disso, os últimos estudos apresentados pelo Dieese revelam que o plano enfrenta um desequilíbrio estrutural que vem sendo agravado ao longo dos últimos anos. Entre os fatores apontados estão o envelhecimento da carteira, a inflação médica e as limitações impostas pelo teto de custeio de 6,5% da folha salarial, instituído em 2017.

Segundo Takemoto, mais do que prestar assistência médica, o fortalecimento do plano de saúde é uma forma de reparar os impactos provocados por um modelo de gestão que tem sido apontado como fator de risco para a saúde física e mental dos bancários. Este último, por exemplo, é apontado por o pesquisa realizada pela Fenae como uma das principais causas do afastamento dos empregados da Caixa. 

“A data é mais um importante momento para refletir que o direito à saúde vai além do tratamento de doenças: ele envolve prevenção, promoção do bem-estar e garantia de assistência de qualidade, tanto pelo SUS quanto por planos de autogestão como o Saúde Caixa”, reforça Takemoto.

Saúde mental 

De acordo com o último estudo encomendado pela Fenae, realizado com 3.820 empregados da ativa e aposentados, 37% dos trabalhadores já receberam diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Ansiedade, estresse, depressão, burnout, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático aparecem entre os principais problemas enfrentados pelos bancários da Caixa. Entre as causas desse adoecimento, estão a pressão por resultados, a cobrança por metas e a insegurança em relação à manutenção de funções e cargos de comissão. 

Saiba mais 

O Dia Nacional da Saúde foi criado em homenagem ao nascimento do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, nascido em 5 de agosto de 1872.
 

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