Bancárias e bancários de todo o país paralisaram as atividades nesta quinta-feira (20) e foram à luta por valorização, melhores condições de trabalho, aumento real e respeito aos direitos da categoria. O movimento acontece depois que mais de 50 mil trabalhadores participaram das assembleias e rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Atos e manifestações marcaram o dia em todas as regiões do país. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e as 27 Apcefs participaram das atividades, reforçando a cobrança por avanços nas negociações e mostrando a força da organização da categoria.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a paralisação já entra para a história da luta dos bancários. “Hoje foi um dia histórico. A categoria mostrou, em todo o país, que quando se une e vai para a rua, fortalece nossas causas na negociação. Na Caixa, essa luta passa também pela defesa incondicional do Saúde Caixa. Estamos juntos com os trabalhadores porque é com mobilização, unidade e luta que a gente conquista avanços”, declarou.

Na mobilização em Brasília, a diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, também destacou a dimensão nacional do movimento. “Hoje o Brasil acordou diferente. Os bancos pararam! E o que está em jogo nessa grande paralisação de 20 de agosto são questões que dizem respeito a toda a categoria bancária. Essa é a nossa forma de equilibrar as forças para termos uma negociação mais justa”, afirmou.

A deputada federal Erika Kokay, empregada aposentada da Caixa, também acompanhou a mobilização e destacou o significado da paralisação desta quinta-feira (20). Ao lembrar que participou da construção da primeira greve da história da Caixa, ela ressaltou que a defesa dos direitos dos trabalhadores também é uma forma de defender a própria empresa. “Os empregados e empregadas da Caixa param hoje para exigir respeito. Defender a Caixa é defender o seu maior patrimônio: quem constrói essa empresa todos os dias”, afirmou.

Saúde Caixa no centro da mobilização

Para os empregados da Caixa, o Saúde Caixa é um dos principais pontos da paralisação e segue no centro do impasse nas negociações específicas. A proposta apresentada pelo banco amplia o peso do custeio sobre os trabalhadores, institui cobrança por faixa etária e mantém uma lógica que transfere cada vez mais a conta para os beneficiários.

A cobrança por faixa etária rompe o pacto intergeracional, princípio pelo qual trabalhadores de diferentes idades compartilham coletivamente os custos do plano. Para a representação dos empregados, a mudança ameaça uma das bases históricas do Saúde Caixa: a solidariedade entre seus usuários.

“O que os empregados estão dizendo hoje é muito claro: não vamos aceitar que o equilíbrio do Saúde Caixa seja alcançado às nossas custas”, afirmou o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros. Ele critica o modelo defendido pela gestão de Carlos Vieira, de cobrança por faixa etária e manutenção da limitação da Caixa no custeio do plano. “Isso significa transferir cada vez mais os custos do plano para nós e representa um aumento contínuo do comprometimento de nossa renda, atingindo frontalmente a solidariedade que sempre sustentou o Saúde Caixa. Não aceitaremos que a Caixa quebre um princípio que é inegociável para os usuários, que é o pacto intergeracional”, acrescentou.

O diretor de Administração e Finanças da Fenae, Marcos Saraiva, o Marcão, destacou ainda que a Federação e as Apcefs estão presentes nas mobilizações em todo o país, acompanhando as decisões da categoria junto ao Comando Nacional dos Bancários e à Contraf-CUT.

Ao falar sobre o Saúde Caixa, Marcão chamou atenção para a importância do plano tanto durante a vida profissional quanto depois da aposentadoria. “Nós temos um direito no emprego e um direito pós-emprego. Por isso os aposentados também estão aqui. O direito ao plano de saúde é um direito sagrado, que você leva para a vida inteira. O Saúde Caixa é importante para todos nós”, afirmou.

Em Brasília, Fabiana Aires, membro do Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC), destacou que a defesa do Saúde Caixa é prioridade. Para ela, é preciso garantir a sustentabilidade do plano de saúde, de forma acessível e solidária para todos, independentemente da idade ou da condição de cada beneficiário. “Não podemos aceitar que o equilíbrio financeiro do plano seja construído às custas dos aposentados, pensionistas ou dos beneficiários mais idosos, justamente aqueles que mais necessitam da assistência à saúde”, completou.

Mobilização pelo país

A paralisação desta quinta-feira reuniu bancários em atos em diferentes partes do Brasil. Das grandes capitais a cidades do interior, as imagens do dia mostram uma categoria mobilizada e unida na cobrança por avanços na Campanha Nacional e, na Caixa, pela preservação de direitos e pela defesa do Saúde Caixa. O diretor da Fenae da Região Norte, Paulo Roberto da Costa, destacou a participação massiva das Apcefs da região nos atos.

Confira abaixo alguns registros da paralisação pelo país:

Acre:

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Alagoas:

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Amapá:

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Amazonas:

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Bahia:

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Brasília:

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Ceará:

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Espírito Santo:

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Maranhão:
 

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Mato Grosso do Sul:

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Minas Gerais:

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Paraíba:

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Paraná:

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Santa Catarina:

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Piauí: 

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Porto Alegre:

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Rio de Janeiro:

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Rondônia:

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Roraima:

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São Paulo:

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Sergipe:

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Tocantins:

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