O Brasil celebra, neste 7 de setembro, 204 anos da Independência em um momento em que a defesa da democracia e da soberania nacional volta a ocupar o debate público. Neste ano, a celebração ocorre a menos de um mês das eleições gerais de 4 de outubro, quando milhões de brasileiros irão às urnas escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. 

Mais do que lembrar a ruptura política com Portugal, em 1822, a data é uma oportunidade para refletir sobre o significado da independência no presente e sobre a responsabilidade permanente da sociedade na preservação das instituições democráticas e dos interesses do país.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, a Independência também é um chamado à responsabilidade coletiva na defesa do Estado Democrático de Direito.

“Democracia e soberania nunca podem ser tratadas como conquistas definitivas. Nossa história recente mostrou que precisamos estar permanentemente atentos. Defender a democracia é defender o voto popular, as instituições, a Constituição e os direitos conquistados pela sociedade. E defender a soberania é garantir que as decisões sobre o futuro do Brasil sejam tomadas pelo povo brasileiro, sem submissão a interesses externos”, afirmou Takemoto.

Independência também é soberania -  O debate sobre soberania ganhou novos contornos diante das tensões nas relações comerciais internacionais. Brasil e Estados Unidos mantêm negociações sobre tarifas impostas a produtos brasileiros, enquanto o governo brasileiro tem defendido que divergências comerciais sejam tratadas por meio do diálogo e sem interferência na autonomia política e econômica do país.

Portanto, soberania não se limita à integridade territorial. Ela envolve a capacidade do país de formular suas políticas econômicas e sociais, proteger suas instituições, administrar seus recursos estratégicos e tomar decisões de acordo com a Constituição e com os interesses da população.

Para a Fenae, esse debate também passa pelo fortalecimento das instituições públicas, como a Caixa, que cumprem papel estratégico no desenvolvimento do país, na execução de políticas públicas, na inclusão bancária, no financiamento habitacional e na redução das desigualdades.

“Um país verdadeiramente independente e soberano precisa ter democracia forte, instituições respeitadas, participação popular e direitos garantidos. Qualquer tentativa de enfraquecer esses pilares deve encontrar uma sociedade vigilante e disposta a defendê-los”, destacou Takemoto.