O conceito de cidades inteligentes, os desafios da inclusão social e o papel da Caixa no desenvolvimento urbano foram os temas centrais do último painel do #ProntoFalei 2026, realizado no sábado (30), em Curitiba (PR). O terceiro painel, “Cidades inteligentes e sociedade”, reuniu a presidenta do Vale do Pinhão, Marcia Regina Krama, a especialista em políticas públicas Scarlet Rodrigues e o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros.

Ao abordar o tema, Marcia Krama destacou que a tecnologia, por si só, não é suficiente para tornar uma cidade inteligente. Segundo ela, o cidadão deve estar no centro de qualquer processo de inovação. “Antes de qualquer tecnologia, existe a questão do cidadão. Toda tecnologia precisa gerar benefícios concretos para as pessoas”, afirmou.

Ela ressaltou que soluções tecnológicas precisam estar alinhadas às necessidades reais da população, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e ampliar o acesso a serviços públicos.

Na sequência, Scarlet Rodrigues propôs uma reflexão crítica sobre os projetos de cidades inteligentes desenvolvidos no Brasil e em outras partes do mundo. Para ela, inovação tecnológica não é garantia de justiça social. “Uma cidade inteligente não é necessariamente uma cidade justa. Precisamos perguntar para quem essas cidades estão sendo construídas”, destacou.

A pesquisadora também chamou atenção para o papel da Caixa na definição dos modelos de desenvolvimento urbano adotados no país, especialmente por meio do financiamento de projetos habitacionais e de infraestrutura. “Quando a Caixa financia habitação e infraestrutura, ela ajuda a definir o modelo de cidade que queremos construir”, observou.

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Representando a Fenae, Leonardo Quadros destacou a importância da Caixa como principal agente executor de políticas públicas federais em áreas essenciais para a população, como habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana. “A diferença é que a Caixa assume esse papel porque sua missão vai além da rentabilidade financeira”, afirmou.

O diretor da Fenae também relacionou as transformações tecnológicas ao cotidiano dos empregados da instituição. Segundo ele, os avanços na produtividade precisam ser acompanhados de melhores condições de trabalho, valorização profissional e ações efetivas de prevenção ao adoecimento. “Os avanços tecnológicos precisam servir às pessoas. O aumento da produtividade deve significar mais valorização e qualidade de vida para os trabalhadores”, concluiu.

Após o encerramento dos painéis, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos convidados e aprofundar os temas debatidos ao longo da programação. A atividade reforçou um dos principais objetivos do #ProntoFalei: promover reflexão, diálogo e construção coletiva entre empregados da Caixa, especialistas e representantes das entidades associativas. O evento foi encerrado com um happy hour de confraternização entre os participantes.

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