Em Caruaru (PE), onde o barro ganha forma e conta histórias, o projeto “Modelando o Amanhã” transforma tradição em oportunidade. Desenvolvido pela Fenae e pela Apcef/PE, em parceria com a ONG Moradia e Cidadania, o projeto une cultura, geração de renda e inclusão social ao levar oficinas de arte em barro para mulheres, crianças e adolescentes do Alto do Moura, um dos mais importantes polos de artesanato do Brasil.

Ao todo, são 250 beneficiários diretos e 550 indiretos, impactados pelas ações que combinam capacitação, tradição, arte e autonomia. A proposta vai além do ensino da técnica – as oficinas de modelagem em barro ajudam a preservar a cultura local, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de geração de renda para mulheres.  Ajudam a preservar um saber ancestral da região, ao mesmo tempo em que ampliam as possibilidades de geração de renda e autonomia para as mulheres. Também envolvem crianças e adolescentes, despertando o sentimento de pertencimento e valorização da própria cultura.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o projeto reafirma o compromisso da Fenae, das Apcefs e da Moradia e Cidadania com iniciativas que unem cultura, inclusão produtiva e transformação social. “É muito significativo ver a cultura do barro sendo transmitida de geração em geração e, ao mesmo tempo, abrindo caminhos para autonomia e renda. Esse é o tipo de iniciativa que impacta de verdade a vida das pessoas e esse é o nosso objetivo”, afirmou.

Esse impacto pode ser visto de perto em ações realizadas junto à rede pública de ensino. Em uma das atividades do projeto, realizada na Secretaria de Educação de Caruaru, cada peça moldada carregava identidade, memória e novas possibilidades de futuro. Durante a ação, que aconteceu na última semana, o presidente da Apcef/PE, Paulo Moretti, destacou o impacto da iniciativa na comunidade. “Quando a gente vê essa meninada aqui, com os olhinhos brilhando, a gente tem certeza de que o caminho é esse. É apostar no coletivo, no social, na importância de cada pessoa na construção da nossa sociedade”, disse Moretti.

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A conexão entre tradição e identidade também é ressaltada por quem acompanha o projeto de perto. Para a associada da Apcef/PE, Kledja Marabuco, a experiência vai além do aprendizado técnico. “A arte do barro é parte da história de Caruaru. Quando as crianças têm contato com essa tradição, elas descobrem mais sobre sua origem, seu pertencimento e o valor da cultura que têm”, afirmou.

As articuladoras do projeto reforçam esse movimento de valorização cultural. “As oficinas têm um papel importante na valorização do barro como patrimônio cultural do Alto do Moura. As artesãs compartilham seus saberes, enquanto crianças da rede pública descobrem, na prática, a importância dessa tradição para a história e a economia local”, explicou Selda Cabral, coordenadora da ONG Moradia e Cidadania em Pernambuco.

A parceria com o poder público local tem sido fundamental para ampliar o alcance das ações. Para a gerente de Planejamento da Secretaria da Mulher de Caruaru, Raiane Alves, o projeto fortalece o vínculo entre cultura, educação e inclusão. “Estamos muito felizes em contar com a Apcef e com a Moradia e Cidadania para levar essas oficinas às crianças da rede municipal, repassando tradições e saberes das nossas mestras do barro”, avaliou.

Em Caruaru, o barro continua moldado pelas mãos de quem carrega história. E com o projeto Modelando o Amanhã, agora também passa por quem começa a descobrir, ali, novos caminhos para o futuro.

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