Empreender vai muito além do simples ato de abrir novos negócios e gerar empregos. Na prática, os empreendedores se tornam agentes de inovação, capazes de melhorar a qualidade de vida, impulsionar o crescimento econômico e contribuir para a transformação social. Nesse contexto, o projeto Empreendaê, da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e da Apcef/BA, desenvolvido em parceria com a ONG Moradia e Cidadania, destaca-se por transformar a vida de mulheres que moram em Camaçari, na Bahia.

O Empreendaê tem como eixos de atuação a capacitação técnica e empreendedora nas áreas de beleza, estética e meliponicultura, com o objetivo de promover a inclusão produtiva, com foco na geração de emprego e renda. Como Eixo Transversal para o empoderamento de mulheres e meninas, que contempla a programação da campanha Fenae com Elas, o projeto desenvolve ações com foco na prevenção do feminicídio na comunidade atendida.  O público-alvo é formado por mulheres jovens e adultas e, de forma transversal, o projeto promove palestras presenciais e o acesso à Plataforma de Educação Fenae Transforma, que disponibiliza textos e vídeos voltados ao combate à violência contra a mulher, ao feminicídio e a todas as formas de discriminação, além de incentivar a formação de lideranças.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforça que o projeto social desenvolvido na Bahia está alinhado aos valores defendidos pela Federação. “Estou muito satisfeito em ver que esse projeto cumpre um papel importante ao levar informação, acolhimento e conscientização a mulheres de localidades mais remotas, que precisam apenas de uma oportunidade para terem suas vidas transformadas”, afirma.

O presidente da Apcef/BA, Glauber de Moura Carneiro, reforça o compromisso da Associação com o projeto, iniciado no ano passado. Para a entidade, o envolvimento ativo nessas ações reflete a convicção de que o associativismo vai além da representação institucional: ele se constrói com responsabilidade social, presença nos territórios e compromisso com a transformação da realidade das comunidades, especialmente na defesa da vida das mulheres.

“A Apcef/BA acredita profundamente no poder de transformação social de iniciativas como o Empreendaê, que vêm sendo desenvolvidas de forma contínua e aperfeiçoadas a cada edição. Trata-se de um trabalho que se fortalece ao longo do tempo, incorporando novas ações e ampliando seu alcance a partir das experiências acumuladas nas edições anteriores”, destaca.

A coordenadora estadual da ONG Moradia e Cidadania na Bahia, Iracema Plácido, explica que a iniciativa dialoga diretamente com a campanha Fenae com Elas, ao compreender que o enfrentamento ao feminicídio e à violência de gênero passa, também, pela autonomia, independência financeira e fortalecimento da autoestima das mulheres. Combater a violência exige ações estruturantes, e projetos como esse cumprem papel fundamental nesse processo.

Sentimo-nos muito orgulhosos e honrados por nos anteciparmos ao grande e importante Pacto Nacional contra o Feminicídio, lançado pelo Governo Federal, uma vez que já atuamos nesse contexto desde fevereiro do ano passado, a partir do Movimento Fenae com Elas”, explica. “É emocionante observar as transformações vivenciadas pelas mulheres e jovens beneficiárias do projeto. Da mesma forma, são indescritíveis os sentimentos despertados por cada depoimento e por cada bate-papo diário”, completa.

Transformando vidas reais

A aposentada Flora Lima Sampaio, de 60 anos, foi uma das beneficiárias do projeto. Moradora de Coqueiro de Monte Gordo, em Camaçari, ela destaca que o curso Empreendaê foi muito mais do que uma formação em meliponicultura e empreendedorismo. “Foi um ensinamento para a vida. Um espaço de consciência, fortalecimento e acolhimento, criado por mulheres para mulheres. Ao longo do curso, não aprendemos apenas sobre negócios e desenvolvimento profissional, mas também sobre autoconhecimento, autoestima e inteligência financeira e emocional — aspectos essenciais para que a mulher se reconheça como capaz, digna e merecedora de respeito”, relata. “Agradeço a todos os apoiadores que, com dedicação, compromisso e carinho, contribuíram para que esse curso se tornasse tão rico e transformador”, reforça.

Para a venezuelana refugiada no Brasil Yoselyn Tamara Romero Acevedo, de 30 anos, o projeto representou uma verdadeira revolução em sua vida. Atualmente trabalhando com tranças nagô na cidade de Camaçari, ela compartilha sua experiência. “Ajudou muito minha autoestima e a forma de ver as coisas. Minha vida mudou, hoje tenho outra visão. Esse projeto tem me ajudado muito, e sou grata a todos pela oportunidade. Sei que vai mudar muitas vidas, e eu sou uma delas”, declara.

Futuro Brilhar

Para fortalecer a campanha e ampliar o engajamento de empregados da Caixa, aposentados, pensionistas e da sociedade civil em geral, acesse o site Futuro Brilhar (www.fenae.org.br/futurobrilhar). Na plataforma, os doadores encontram informações sobre a campanha, os projetos em andamento e notícias relacionadas.

Canal da Fenae no WhatsApp

Participe do canal oficial da Fenae no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da entidade e de interesse dos empregados da Caixa. Acesse: https://link.fenae.org.br/canalfenae.