A Caixa publicou nesta quarta-feira (4) o balanço anual de 2025 com lucro líquido contábil de R$ 16 bilhões, alta de 18,7% em relação ao ano anterior. O lucro líquido recorrente foi de R$ 15,5 bilhões, crescimento de 10,4% na comparação com 2024. Os dados foram analisados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a pedido da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa).

Segundo o relatório financeiro do banco, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento da margem financeira (+7,4%), pelo crescimento de 28,4% nas receitas de intermediação financeira e pela redução de 6,2% na provisão para perdas associadas ao risco de crédito.

O total de ativos da Caixa cresceu 9,5% em 12 meses, alcançando R$ 2,2 trilhões em dezembro de 2025. O patrimônio líquido teve expansão de 6,8% no período, enquanto a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 10,7%, com incremento de 0,3 ponto percentual ao longo do ano.

A Carteira de Crédito Ampliada registrou alta de 11,5% em comparação a 2024 e de 3,3% frente ao trimestre anterior, totalizando R$ 1,378 trilhão. O crescimento foi puxado pelo crédito imobiliário (+13%), crédito comercial para pessoas físicas (+13,4%) e para pessoas jurídicas (+14,2%), além de avanços de 1,0% em saneamento e infraestrutura e de 0,6% no agronegócio.

A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias ficou em 3%, com aumento de 1,09 ponto percentual em 12 meses. As despesas de pessoal, considerando a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 3,5% no período. A cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 82,5%.

Ao final de 2025, a Caixa contava com 84.394 empregados, um aumento de 1.087 postos de trabalho em 12 meses. No mesmo período, houve acréscimo de 3,5 milhões de clientes, totalizando 157,2 milhões. Apesar da expansão das operações, o banco reduziu sua estrutura física: encerrou o ano com 3.120 agências, após o fechamento de 138 unidades. Também foram encerrados 195 postos de atendimento, 134 unidades lotéricas e 807 correspondentes Caixa Aqui.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o desempenho demonstra o fortalecimento da capacidade operacional da Caixa. “O movimento sinaliza ganhos de eficiência e evidencia o esforço dos empregados do banco, que sustentaram a trajetória de crescimento ao longo do ano em um contexto de aumento do número de clientes e redução da rede de atendimento, o que tende a elevar a carga de trabalho e a pressão sobre estes trabalhadores”, pontua. 

“O lucro de R$ 16 bilhões demonstra a força da Caixa e a competência de seus empregados. É preciso reconhecer que esse resultado foi construído com muito esforço, mesmo diante do fechamento de agências, de postos de atendimento, de lotéricas e de correspondentes Caixa Aqui. Não é possível ampliar crédito, atender mais 3,5 milhões de clientes e manter a qualidade do serviço público sem sobrecarregar quem está na linha de frente”, afirma Takemoto.

O presidente da Fenae destaca ainda que o lucro elevado fortalece a instituição, mas sua sustentabilidade exige alinhamento entre desempenho financeiro e missão social. “A Caixa é um banco público. O crescimento econômico precisa caminhar junto com sua função social, com a manutenção da rede de atendimento e com a valorização dos empregados, que são os responsáveis por executar as políticas públicas e garantir o atendimento à população”, conclui Sergio Takemoto. 
 

Canal da Fenae no WhatsApp

Participe do canal oficial da Fenae no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da entidade e de interesse dos empregados da Caixa. Acesse: https://link.fenae.org.br/canalfenae.