Quatro anos depois de assumir a Diretoria de Benefícios (Diben) da Funcef, Jair Pedro Ferreira encerra o mandato deixando mudanças positivas para os participantes. A gestão avançou em pautas aguardadas há anos pelos participantes, melhorias nos planos de benefícios, modernização do atendimento e decisões que começaram a produzir efeitos no benefício dos aposentados e pensionistas.

Desde o início da gestão, a ideia era aproximar a Diben dos participantes e fazer com que eles estivessem no centro das decisões. Esse compromisso orientou tanto as discussões sobre os planos quanto as mudanças no atendimento, na educação previdenciária, na tecnologia e na forma de relacionamento da Fundação com empregados da ativa, aposentados e assistidos.

"Quando assumimos a Diretoria, sabíamos que havia muitos desafios pela frente. Nosso compromisso sempre foi ouvir os participantes, enfrentar temas que estavam há anos esperando solução e construir respostas com responsabilidade. Tudo o que foi feito teve esse objetivo", destacou Jair Pedro Ferreira.

Resultados que chegaram ao bolso

Uma das marcas dessa gestão, foi mostrar resultados além dos balanços e fazê-los chegar ao bolso dos participantes. 

A Diben elaborou a proposta que acabou definitivamente com a cobrança das contribuições extraordinárias sobre o 13º benefício e reduziu a alíquota de equacionamento do REG/Replan Saldado de 10,8% para 10,3%.

Também pela primeira vez em mais de dez anos, os bons resultados dos planos foram utilizados para aumentar o benefício líquido dos aposentados e pensionistas. 

Outra conquista foi a redução de 43% das contribuições extraordinárias do REG/Replan Saldado e a extinção das contribuições extraordinárias do REG/Replan Não Saldado.

Pautas que avançaram

A gestão também enfrentou temas que há muito tempo faziam parte da pauta dos participantes. Um deles foi a incorporação do REB ao Novo Plano. O processo percorreu todas as etapas internas da Fundação, recebeu aprovação da Caixa, da Sest e chegou à Previc para a etapa final de análise.

O ajuste da meta atuarial, junto com o ajuste de precificação dos ativos, também contribuiu para melhorar o equilíbrio dos planos e reduzir de forma significativa o déficit do REG/Replan Saldado.

A Diben também avançou em um tema conhecido dos participantes – o contencioso trabalhista. A diretoria identificou mais de três mil processos com impacto nos planos e ampliou a cobrança para que a Caixa reconhecesse responsabilidades sobre ações. O resultado foi a assinatura de um termo aditivo ao acordo de 2013, que fortaleceu a proteção do patrimônio dos participantes.

Atendimento mais próximo

Os números do atendimento mostram uma mudança importante na relação entre a Fundação e os participantes.

Em 2024, a Diben registrou mais de 561 mil atendimentos, o maior volume da série histórica. Em comparação com 2022, o crescimento foi de 151%. Mesmo com esse aumento, o índice de resolutividade passou de 93,9% para 97,6%, refletindo melhorias nos processos e maior autonomia das equipes de atendimento.

A pesquisa de satisfação também mostrou resultados expressivos. A aprovação dos participantes chegou a 96%, enquanto os elogios registrados pela Ouvidoria cresceram ano após ano.

Boa parte desse resultado veio da reformulação do modelo de relacionamento da Fundação. Novos canais foram implantados, como o atendimento pelo WhatsApp, houve ampliação dos horários de funcionamento, investimentos em tecnologia, capacitação das equipes e um trabalho voltado para tornar o atendimento mais próximo e humanizado. 

Educação previdenciária e inovação

Entre 2022 e 2025, a Diben promoveu 665 ações em todo o país, alcançando quase 57 mil participações entre empregados da ativa, aposentados e pensionistas. O objetivo era ajudar os participantes a entender melhor seus planos e planejar o futuro com mais segurança.

O resultado apareceu rapidamente. Entre aqueles que decidiram revisar suas contribuições após as ações educativas, mais de 70% optaram por aumentar o percentual destinado à aposentadoria, fortalecendo a própria reserva previdenciária.

No período da gestão, a folha anual de pagamentos passou de R$ 7,2 bilhões para R$ 8,7 bilhões, um crescimento de aproximadamente 21%. No mesmo período, foram concedidos mais de 12,7 mil benefícios, a carteira de empréstimos alcançou R$ 3,5 bilhões e o volume anual de recuperação representou um aumento superior a 230% no período.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a gestão de Jair Pedro deixa resultados importantes para a Fundação e para os participantes.

"A gestão do Jair mostrou que responsabilidade técnica e compromisso com os participantes podem caminhar juntos. Houve avanços em pautas históricas, melhorias importantes na situação dos planos e decisões que começaram a fazer diferença na vida dos aposentados e pensionistas. É um trabalho que merece reconhecimento porque sempre buscou colocar o participante no centro das decisões”, avaliou.