Neste mês de abril, duas datas importantes marcam a luta pelo direito à terra e por justiça social no campo: o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, em 17 de abril, e o Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) reforça a importância das duas datas para fortalecer o debate sobre o acesso à terra, a preservação ambiental e garantia de direitos às populações tradicionais e trabalhadores da agricultura familiar em todo o Brasil. 

O Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária remete ao massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido 17 de abril em 1996, no Pará, quando 21 trabalhadores do Movimento Sem Terra foram mortos durante uma ação policial. Neste ano, completam 30 anos do massacre, e o dia, deste então, tornou-se o símbolo da luta pela democratização do acesso à terra no país. 

Dois dias depois, em 19 de abril, o país celebra o Dia dos Povos Indígenas. Mais do que um dia de celebração, a data é um momento de conscientização sobre a luta dos povos originários pela garantia e a defesa dos seus territoriais. 

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforça que, mais do que lembrar episódios históricos, o 17 e o 19 de abril reforçam a necessidade de um compromisso contínuo do estado brasileiro com a construção de um país mais justo, onde a diversidade dos povos seja respeitada. Ele chama a atenção para a   importância da demarcação de terras e uma reforma agrária essenciais para manutenção da identidade, da sobrevivência e a dignidade dos povos indígenas e os agricultores que buscam um pedaço de terra para produzir.

“Embora pautas diferentes, o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária e o Dia dos Povos Indígenas reforçam que direito à terra é primordial para promover justiça social no país. Sabemos que áreas sob gestão de povos indígenas, da agricultura familiar e das comunidades tradicionais apresentam menores índices de desmatamento. Esse fato reforça o papel dessas populações na proteção ambiental e pela sustentabilidade do planeta, que é uma das principais pautas para o futuro da humanidade”, reforça Sergio Takemoto, presidente da Fenae. 

Mobilização 

No mês de abril, embora pautas distintas, as lideranças em defesa da reforma agrária e as indígenas intensificam seus atos em todo o país para dar visibilidade às pautas que são essenciais para os dois movimentos. 

Durante todo o mês de abril, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra as atividades e ações simbólicas em todas as grandes regiões do Brasil, em torno da memória dos mártires da luta pela terra. Neste ano, a mobilização tem como foco o marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás. Mesmo após três décadas dos assassinatos, a luta pela terra continua. Atualmente, cerca de 145 mil famílias Sem Terra ainda seguem acampadas no Brasil, desse total, 100 mil delas estão organizadas nas fileiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Já no movimento indígena, o Acampamento Terra Livre (ATL), realizada desde 2004, é a maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil. Anualmente, povos de diversas etnias de todo o país se acampam em Brasília para dar visibilidade as pautas e reivindicar do Estado Brasileiro o atendimento às suas demandas, como respeito ao uso sustentável da terra, a proteção contra invasores, à conservação dos biomas brasileiros e a demarcação dos seus  territórios, que, cada vez mais, são ameaçada por grileiros, grandes agricultores e por garimpeiros.

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