Neste dia 7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, data instituída pelos países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) e observada desde 1950 como um momento de reflexão sobre a importância da promoção da saúde e da qualidade de vida da população. Para a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), a data reforça um compromisso histórico com o bem-estar dos trabalhadores do país, em especial os empregados da Caixa.

Ao longo dos anos, a Fenae tem atuado de forma contínua na defesa de melhores condições de trabalho, na valorização dos empregados do banco e na promoção de iniciativas que contribuam para a saúde física e mental da categoria. Entre as ações desenvolvidas estão campanhas de conscientização, apoio a projetos sociais e parcerias que incentivam hábitos saudáveis, além da atuação firme junto às instâncias de representação dos trabalhadores.

Um dos destaques desse trabalho é a realização de pesquisas voltadas para conhecer a realidade enfrentada pelos empregados da Caixa. O levantamento sobre a saúde dos trabalhadores do banco tem evidenciado questões importantes, como o aumento dos casos de adoecimento mental, o estresse relacionado às condições de trabalho e os impactos da sobrecarga nas rotinas profissionais. Os dados reforçam a necessidade de políticas institucionais mais eficazes voltadas à prevenção e ao cuidado.

“A partir dessas informações, a Fenae tem ampliado o diálogo com entidades representativas e cobrado da Caixa medidas concretas que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, com respeito, segurança e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Para nós, da entidade, cuidar da saúde dos empregados é também garantir a qualidade do atendimento prestado à população. Por isso, a atuação da entidade segue pautada pela defesa de direitos, pela escuta ativa dos trabalhadores e pela busca constante por melhorias nas condições de trabalho”, destaca o presidente da Federação, Sergio Takemoto.

“Quando falamos em saúde do trabalhador, estamos falando também da garantia de acesso a um atendimento digno, de qualidade e sustentável. O Saúde Caixa é uma conquista histórica dos empregados e precisa ser preservado e fortalecido, não enfraquecido. A Fenae segue firme na defesa desse direito, porque entendemos que cuidar da saúde dos trabalhadores passa, necessariamente, por assegurar um plano acessível, solidário e que atenda às reais necessidades da categoria. Em um cenário de adoecimento crescente, especialmente na saúde mental, proteger o Saúde Caixa é proteger vidas”, complementa o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros. 

Saúde do trabalhador em números 

O Brasil atingiu em 2025 o maior número de afastamentos do trabalho por doença dos últimos cinco anos, com cerca de 4 milhões de ocorrências registradas, segundo dados obtidos pelo G1 junto ao Ministério da Previdência Social, divulgados no último mês de janeiro. Além das tradicionais causas físicas, como problemas na coluna e lesões musculares, os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, responderam por mais de 500 mil afastamentos, estabelecendo um novo recorde e colocando a saúde mental no centro do debate sobre as condições de trabalho no país.

O cenário nacional reforça o alerta já feito pela Fenae, a partir da última pesquisa realizada pela entidade em 2025, que revelou um quadro preocupante de adoecimento físico e psicológico entre os empregados da Caixa. Segundo o levantamento, 58% dos afastamentos na Caixa estão relacionados a questões de saúde mental, superando inclusive os afastamentos por causas físicas (53%). 

A pesquisa também apontou que fatores como pressão excessiva por metas, medo constante de perda de função, insegurança profissional e falta de reconhecimento estão entre os principais elementos associados ao sofrimento no ambiente de trabalho. Outro dado alarmante é que 61% dos empregados afirmam que a Caixa não oferece apoio adequado à saúde mental, enquanto um em cada três empregados (32%) recorre a medicamentos por motivos relacionados ao ambiente laboral.