Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil foram assassinadas mesmo tendo uma Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor no momento do crime, uma evidência preocupante da fragilidade da proteção às mulheres ameaçadas de violência. 

Na semana em que o país celebra o Dia Internacional das Mulheres, a campanha “Fenae com Elas” reafirma a importância da ação coletiva para combater o feminicídio e todas as formas de violência de gênero. Entre os eixos da campanha está justamente o enfrentamento ao feminicídio, a defesa de políticas públicas eficazes e a promoção de redes de apoio às mulheres em situação de risco.

“A cada dado novo divulgado, vemos o quanto é urgente avançar na implementação de políticas que não apenas garantam medidas protetivas, mas que também assegurem sua efetividade”, afirma Sergio Takemoto, presidente da Fenae. “Não basta conceder uma medida, é preciso acompanhar e monitorar para que ela cumpra seu papel de proteger vidas”, defende Takemoto.

Para Rachel Weber, diretora de Políticas Sociais da Fenae, “esse número nos lembra que a violência letal contra mulheres é um problema social que exige articulação entre justiça, segurança pública, serviços de acolhimento e educação. Em muitos casos, a medida protetiva hoje não evita a morte. Precisamos fortalecer todas as frentes de proteção e apoio às vítimas”. 

A campanha “Fenae com Elas”, que envolve ações de sensibilização, acolhimento, empoderamento, debates públicos e formação de redes solidárias, busca ampliar o entendimento sobre a proteção das mulheres, tendo como um dos focos o combate ao feminicídio. Além disso, objetiva pressionar por políticas integradas de prevenção, proteção e assistência às mulheres. 

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