O Brasil atingiu em 2025 o maior número de afastamentos do trabalho por doença dos últimos cinco anos, com cerca de 4 milhões de ocorrências registradas, segundo dados obtidos pelo G1 junto ao Ministério da Previdência Social. Além das tradicionais causas físicas, como problemas na coluna e lesões musculares, os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, responderam por mais de 500 mil afastamentos, estabelecendo um novo recorde e colocando a saúde mental no centro do debate sobre as condições de trabalho no país.

O cenário nacional reforça o alerta já feito pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), a partir de pesquisa realizada em 2025, que revelou um quadro preocupante de adoecimento físico e psicológico entre os empregados da Caixa. Segundo o levantamento, 58% dos afastamentos na Caixa estão relacionados a questões de saúde mental, superando inclusive os afastamentos por causas físicas (53%). 

A pesquisa da Fenae também apontou que fatores como pressão excessiva por metas, medo constante de perda de função, insegurança profissional e falta de reconhecimento estão entre os principais elementos associados ao sofrimento no ambiente de trabalho. Outro dado alarmante é que 61% dos empregados afirmam que a Caixa não oferece apoio adequado à saúde mental, enquanto um em cada três empregados (32%) recorre a medicamentos por motivos relacionados ao trabalho.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os números nacionais apenas tornam mais visível uma realidade já vivida no cotidiano dos trabalhadores da Caixa. “Os dados sobre afastamentos no Brasil reforçam o que a Fenae já vem alertando: há uma crise de saúde no trabalho, especialmente no campo da saúde mental. Na Caixa, isso se manifesta de forma muito clara, com empregados adoecendo por conta de pressões constantes, metas inalcançáveis e insegurança profissional”, afirma.

No contexto nacional, especialistas apontam que o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais está relacionado a jornadas intensas, ambientes de alta cobrança, instabilidade profissional, entre outros. “Os dados da Previdência e da pesquisa da Fenae mostram que o Brasil vive uma crise de saúde no trabalho, e a realidade dos empregados da Caixa é um retrato desse processo. Para a Fenae, enfrentar esse cenário exige revisão de modelos de gestão, fortalecimento e construção de políticas permanentes de cuidado com a saúde física e mental dos trabalhadores”, alerta Takemoto.

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