Com elogios por toda parte, emoção e participação de um público de mais de 500 pessoas, o segundo dia do Inspira Fenae 2026 foi encerrado neste sábado (14/3). Reflexões sobre solidariedade, saúde mental, tecnologia, planejamento para o futuro e relações humanas em tempos digitais marcaram plateia, palestrantes e convidados. 

Ao final do encontro, o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, agradeceu a participação dos empregados da Caixa e destacou a importância do evento como espaço de aprendizado e construção coletiva.

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“Quero agradecer a presença de cada um de vocês que esteve conosco nestes dois dias. O Inspira Fenae é um momento de troca e reflexão sobre o futuro que queremos construir juntos”, afirmou Takemoto, convidando os participantes para uma foto coletiva de encerramento.

Solidariedade que transforma vidas

A programação da tarde começou com a apresentação do Movimento Solidário, iniciativa desenvolvida pela Fenae, Apcefs e por empregados da Caixa em todo o país. A diretora de Impacto Social da Fenae, Giselle Menezes, destacou que o programa está presente nos 27 estados e beneficia diretamente mais de 8 mil pessoas, além de impactar outras 25 mil de forma indireta. “Quando a solidariedade se organiza, ela transforma vidas”, afirmou.

Entre os eixos de atuação do movimento está o empoderamento de mulheres e meninas, com cursos, oficinas e rodas de conversa voltadas à autonomia e ao enfrentamento da violência de gênero.

A diretora da Fenae Lourdes Barbosa ressaltou que iniciativas como o Movimento Solidário ajudam a ampliar o olhar sobre as desigualdades sociais. “Precisamos enxergar além da nossa bolha. Muitos de nós tivemos oportunidades que grande parte da população brasileira não teve”, afirmou.

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Uma das experiências apresentadas durante o Inspira Fenae foi a história de Glaucia Nunes Almeida, que foi atendida pelo projeto “Entrelaçando Histórias e Rendas”, iniciativa da Fenae e da Apcef/SP, desenvolvido em parceria com a Moradia e Cidadania. 

O projeto atende mulheres em situação de vulnerabilidade social na cidade de São Paulo e transforma realidades por meio da capacitação profissional. Após concluir o curso de trancista, Glaucia passou de aluna a professora. “No início, eu ensinava a técnica das tranças, mas cada encontro virou um espaço de escuta e de reconstrução da autoestima dessas mulheres”, contou.

Saúde mental no trabalho

A médica neurologista Dra. Ana Paula Peña alertou para o crescimento dos casos de burnout e outros transtornos mentais no ambiente de trabalho, especialmente em profissões com alto nível de pressão.

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“Burnout aumenta a mortalidade, amplia o risco de diabetes, infarto, AVC e até câncer”, explicou. “Transtornos mentais estão entre as principais causas de afastamento no INSS e têm crescido nos últimos anos. Mulheres concentram a maior parte dos casos e, entre as profissões mais afetadas, gerentes de banco aparecem nas primeiras posições dos registros de afastamento por adoecimento mental, completou.

A médica destacou a importância de práticas de autocuidado, como pausas durante a jornada, atenção ao sono e redução do excesso de estímulos digitais.

Planejamento para o futuro

O diretor de Benefícios da Funcef eleito pelos participantes, Jair Pedro Ferreira, falou sobre previdência complementar e educação financeira. Ele destacou que o aumento da expectativa de vida torna ainda mais importante o planejamento para o futuro. 

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“Na Funcef, temos 39 assistidos com mais de 100 anos que recebem benefício. Dessas pessoas, 33 são mulheres. Além disso, há 866 beneficiários com idade entre 90 e 99 anos”, contou. “Hoje vivemos mais e passamos por várias fases ao longo da vida. Por isso, é fundamental pensar no planejamento financeiro e na preparação para a aposentadoria”, afirmou.

Um estande da Funcef, com atendimento individualizado, foi montado ao lado da plenária para esclarecer as dúvidas dos participantes. 

Tecnologia, diversidade e inovação

A pesquisadora e cientista da computação Nina da Hora trouxe reflexões sobre tecnologia, inteligência artificial e diversidade. Em sua apresentação, ela destacou que os algoritmos podem reproduzir desigualdades quando são construídos a partir de dados que refletem preconceitos históricos.

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Nina possui atuação acadêmica destacada em iniciativas ligadas à transparência e segurança no ecossistema digital e eleitoral e é fundadora do Instituto Da Hora. “Se o algoritmo aprende olhando apenas para o passado, ele pode repetir os mesmos preconceitos no futuro”, explicou.

Para ela, ampliar a diversidade no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir soluções mais justas e inclusivas.

Conexões humanas em tempos digitais

O encerramento das palestras ficou por conta da atriz, produtora e cronista Denise Fraga, que falou sobre as relações humanas em uma sociedade cada vez mais conectada digitalmente. “A gente criou a maior ferramenta de comunicação da história, mas nunca se comunicou tão mal”, provocou.

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Para Denise, recuperar gestos simples de atenção e gentileza pode ajudar a fortalecer as relações humanas e enfrentar os desafios da vida contemporânea.

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Para encerrar o ciclo de palestras, a mestre de cerimônias Marisa Orth resumiu o sentimento de quem participou do evento: “Como é bom estar vivo e aprender. Vamos passar vários dias pensando em tudo o que vivemos aqui nestes dois dias”.

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O fechamento do Inspira Fenae 2026 ficou por conta do show do duo sambista Prettos, no Club Homs.

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Crédito: Tecendo a Manhã-In: A educação pela pedra e outros poemas, de João Cabral de Melo Neto, Alfaguara, Rio de Janeiro.