A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) lança, nesta terça-feira (26) consulta para empregadas e empregados do banco da área de Tecnologia da Informação (TI) para avaliar a opinião desses trabalhadores sobre a alteração no regime de trabalho imposta pela direção da Caixa, e os impactos em sua vida pessoal e profissional.

Para participar da pesquisa, basta clicar no link https://link.fenae.org.br/pesquisafenaeti e responder todas as perguntas. A Fenae reforça que as informações pessoais são necessárias para garantir o de registro de respostas únicas por empregado, são de uso exclusivo da entidade e que o sigilo das informações é garantido. Dados destes campos não serão divulgados ou fornecidos à Caixa.

De acordo com o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, a necessidade da consulta surgiu após empregados da área de tecnologia da informação da Caixa em São Paulo manifestarem preocupações com a  mudança no modelo de trabalho imposta pela Diretoria de Soluções (DESOL), vinculada à Vice-Presidência de Tecnologia e Digital (VITEC). Com isso, muitos empregados serão obrigados a passar ao trabalho presencial nas unidades a partir de maio. 

Diante da onda de reclamações dos empregados da área da capital paulista, a Apcef/SP solicitou uma reunião com a Diretoria de Soluções e com a Diretoria de Pessoas (DEPES) para tentar solucionar o problema. Quadros disse que, na reunião, a Caixa teria argumentado que a mudança no modo de trabalho buscaria fortalecer a cultura organizacional, ampliar a integração entre as equipes e evitar que trabalhadores remotos sejam "esquecidos" em processos seletivos internos. No entanto, representantes dos empregados contestam as justificativas.

A Fenae reforça que o modelo de teletrabalho adotado pelos empregados da TI da Caixa já faz parte da rotina dessas pessoas há anos e qualquer mudança precisa ser amplamente debatida com os trabalhadores. Com isso, a pesquisa também busca fortalecer o diálogo com a Caixa e encontrar soluções que atendam às necessidades dos trabalhadores sem comprometer a qualidade de vida e a produtividade das equipes.

“Estamos falando de impactos diretos na qualidade de vida, na organização familiar e até na produtividade dos empregados, especialmente em grandes centros urbanos, onde o deslocamento diário consome horas do dia. A Caixa precisa ouvir os trabalhadores e construir alternativas que contemplem as necessidades das equipes, ainda mais quando não há indicativos de queda de produtividade no home office”, afirmou Leonardo Quadros. 

Trabalho remoto 

De acordo com o diretor de Saúde e Previdência, muitos trabalhadores da TI já atuam em home office e no modelo híbrido há vários anos e alguns foram contratados diretamente nesse formato. No concurso realizado pela Caixa em 2024, por exemplo, profissionais foram admitidos em cidades como Goiânia, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte e Recife, localidades que sequer possuem estrutura física da área de TI da empresa. Nesses casos, os empregados possuem lotação administrativa em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, mas exercem suas funções remotamente.

As entidades também destacam que não há registros de prejuízo à produtividade no atual modelo de teletrabalho. “Pelo contrário: a avaliação é de que as equipes mantêm ou até ampliam os níveis de entrega”, finaliza Quadros. 

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