Convocado pelas entidades representativas, o Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e por mudanças nas regras do Super Caixa marcou o aniversário de 165 anos da Caixa Econômica Federal, comemorado nesta segunda-feira (12). Os atos realizados na maioria das bases sindicais celebraram a importância do banco público para o desenvolvimento do país, parabenizaram os empregados pela história de lutas, conquistas e resistência, e cobraram ainda soluções para questões que impactam os trabalhadores e a função social do banco criado em 12 de janeiro de 1861.

As atividades pelos 165 anos da Caixa reuniram empregadas e empregados, lideranças sindicais, parlamentares e representantes de entidades vinculadas a bancos públicos federais.

Ocorreram manifestações em diversas cidades do país. Nessas atividades do Dia Nacional de Luta, o recado deixado foi o de que, em 165 anos, a Caixa se construiu com diálogo, direitos e valorização dos empregados. Foram denunciados os impactos do fechamento de agências, da redução do quadro de pessoal e das condições de tralhado impostas aos trabalhadores. Durante os atos, os trabalhadores denunciaram também o programa Super Caixa, cujo modelo atual não reconhece o trabalho de forma justa, gera insegurança e desvalorização. 

Outro alvo de crítica foram os problemas relacionados ao Saúde Caixa. Os manifestantes defenderam o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o plano de saúde, de modo a garantir o modelo de custeio 70/30 e a sustentabilidade do plano.


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São Paulo

No ato de São Paulo, realizado no Prédio do Brás, no Largo da Concórdia, os manifestantes ressaltaram o papel público fundamental da Caixa para o Brasil, cobrando ainda soluções para os problemas que impactam os trabalhadores, os clientes e a população. 

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, e o diretor de Saúde e Previdência da Federação, Leonardo Quadros, participaram do ato na capital paulista. 

Em sua fala, o presidente da Fenae destacou a importância da mobilização permanente em defesa do banco público, afirmando em seguida: “A Caixa cumpre uma missão social que nenhuma outra instituição financeira desempenha na mesma escala. Por isso, a nossa luta em defesa da Caixa é constante, assim como a defesa pela valorização dos empregados e das empregadas do maior banco público do país”. 

O diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, destacou que, embora seja um momento de celebração da história da Caixa, é também um período de reafirmação das conquistas dos trabalhadores. “O Saúde Caixa é uma dessas conquistas. Não é um benefício concedido, mas um direito construído coletivamente pelos empregados ao longo da história do banco, que precisa ser preservado e fortalecido”, disse.

Brasília 

Na capital Federal, em frente à Matriz I, dirigentes da Fenae marcaram presença na manifestação. 

A diretoria de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, afirmou que as empregadas e os empregados do banco desempenham papel fundamental nesse cenário de desenvolvimento sustentável do país. “Assim, a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores é essencial para que a Caixa continue sendo um banco público forte, sólido e desempenhando o se protagonismo na sociedade”, completou. 

Rachel Weber convidou todos os empregados a participarem das eleições para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa, que serão realizadas de 13 a 16 de janeiro, e defendeu a escolha por candidatos com experiência, história e compromisso na defesa dos princípios do plano e na luta pela qualidade e sustentabilidade do Saúde Caixa. 

Também presente ao ato em Brasília, Moacir Carneiro, diretor de Comunicação e Imprensa da Fenae, parabenizou todos as empregadas e todos os empregados por sempre defenderem o caráter público e social da Caixa. “Manter o banco 100% público, que no contexto das políticas públicas exerce papel central no desenvolvimento econômico, social e regional do país, é defender o Brasil e a sua população”, afirmou. 

“A Caixa, que completa 165 anos de história de lutas e resistência, é importante para a sociedade brasileira. E deve isso à dedicação e ao profissionalismo das empregadas e dos empregados, que precisam ter seus direitos respeitados pela direção do banco”, lembrou Jair Pedro Ferreira, diretor de Benefícios da Funcef.

A deputada Erika Kokay (PT/DF) defendeu a Caixa que se espalha pelo Brasil e lembrou que o trabalhador é o maior patrimônio de que o banco público dispõe. Ela fez coro ainda às reivindicações das entidades representativas, que cobram a suspensão imediata do fechamento de agências, a recomposição da rede física, a garantia das funções e remunerações e o fortalecimento da Caixa como banco público essencial ao desenvolvimento e à inclusão social. 

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Em todo o país

Foram realizadas também manifestações em Belo Horizonte (MG), na agência Tupinambás (centro da capital mineira), e na base sindical de Pernambuco, quando houve um diálogo com os empregados e empregadas sobre a importância do banco público para o país e para a população.

Ocorreram ainda mobilizações em diversas cidades do país. Além dos atos realizados em São Paulo (capital) e Brasília, houve mobilizações em Guarapuava, Londrina, Umuarama, Campo Mourão e Assis Chateaubriand, no Paraná. Houve também manifestações em cidades como Mogi das Cruzes e Barretos (São Paulo), Belém (Pará) e Macapá (Amapá), além de Pelotas e Porto Alegre (Rio Grande do Sul).  


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