20/07/19 13:52

Impactos da inovação tecnológica são debatidos por empregados Caixa

Debates sobre internet das coisas, impacto das inovações tecnológicas no futuro do trabalho, mundo digital e educação estão sendo transmitidos ao vivo pelo Youtube da Fenae

Idealizado para os jovens empregados da Caixa com o objetivo de inspirar a reflexão dos impactos da inovação tecnológica na vida da sociedade, o evento #prontofalei, que acontece em Brasília, neste sábado (20), começou instigando os participantes a pensarem o futuro.  Em uma rodada de entrevistas cheias de provocações feitas pelos convidados sobre internet das coisas, o impacto de transformações no futuro, comunicação digital, comportamento social e inteligência artificial, o apresentador de televisão e jornalista Serginho Groisman abriu o evento. “Estamos vivendo um momento de muitas inovações tecnológicas e transformações. E é sobre isso que vamos falar hoje aqui”, disse Serginho.  

Sempre estimulando a interação dos empregados Caixa vindos de todos os estados brasileiros, Groisman chamou os especialistas convidados e intermediou as perguntas feitas, ao vivo, pelo público aos entrevistados bem ao estilo do programa “Altas Horas”. As interações nas redes sociais da Fenae foram projetadas em tempo real em um telão.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destacou o objetivo do evento. “Precisamos estar atentos às mudanças que o mundo nos apresenta. Com o #prontofalei estamos dando um grande passo para compreender a enfrentar os desafios que virão”.

 “Esse evento não é apenas uma demonstração de que a Fenae quer abrir espaço para o jovem Caixa, até porque esse espaço já é nosso, mas é uma demonstração que queremos interagir mais”, completou a diretora de Juventude, Rachel Weber.

Inovação nas relações interpessoais e trabalho

No primeiro bloco, a publicitária formada em tecnologia e empreendedorismo, Daniela Klaiman, o sociólogo brasileiro, Sérgio Amadeu da Silveira, e a secretária de Juventude Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) Fernanda Oliveira foram os entrevistados.

Daniela Klaiman iniciou sua fala lançando uma afirmação que foi o ponto de partida para uma reflexão. “O que chamamos de novas tecnologias não são novas. A inteligência artificial, por exemplo já tem 60 anos. O novo é que todas essas tecnologias estão saindo do laboratório e vindo para nossas mãos”. A futurista enfatizou destacou também a velocidade e a maneira que as pessoas acompanham as transformações.

Ao lembrar que alguns cientistas que estudam longevidade já alertam que boa parte da geração de pessoas com 20 anos de idade pode chegar a mais de 100 anos, Klaiman levantou várias questões sobre os impactos dessa longevidade na carreira, relacionamento, noção de consumo, dentre outros.

“Se essas pessoas chegarem aos 150 anos como serão seus relacionamentos, será que vão ficar casados com uma pessoa a vida toda? Qual será a noção de consumo delas? Será que terão ainda o sonho da casa própria, como nossos pais”, questionou. “Minha ideia é causar para provocar a reflexão”, provocou.

Já o sociólogo Sérgio Amadeu, falou sobre a internet das coisas e sobre a inteligência artificial que já está em curso. “Nós estamos o tempo todo falando por uma sociedade gerenciada por algoritmos. A internet das coisas é você conectar um dispositivo da sua casa, por exemplo, e operá-lo pelo celular. A inteligência artificial que já está em curso, eles coletam cada dado digital que nós deixamos. Os dados pessoais são o petróleo do século”.

O questionamento apresentado por, Fernanda Oliveira, da Contraf, aos empregados da Caixa foi sobre o impacto das startups financeiras e novas tecnologias no trabalho dos bancários, além da importância da manutenção do papel da Caixa como banco público. “Como vai ser o nosso futuro. Vocês acham que essas empresas vão acabar com o nosso emprego”, questionou.

O empregado Rielberti Santos Lima, 33, do Piauí, perguntou: ‘A Caixa e o Brasil ainda tem tecnologias desfasadas. Com tecnologia de 2000. Temos previsão de melhorar?”. Ao responder, o sociólogo Sérgio Amadeu disse acreditar que as políticas dos bancos públicos estão bem evoluídas no mundo.

“Treinamos e usamos muitas tecnologias. A preocupação que a Caixa tem com os dados é impressionante. Temos preocupação com o que farão com esses dados. Nós trabalhamos com tecnologia de ponta. O problema é que não chega na ponta”, opinou Murilo Timo, 34 anos, Brasília.

Educação e comportamento nas redes sociais

A designer com mestrado em comunicação e semiótica e com mais de 12 anos de experiência de mercado Carla de Bona, a instrutora oficial LinkedIn Learning e Top Voice, Flávia Gamonar, e o vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto desenvolveram a temática “Mundo digital e comportamento social: da comunicação a educação digital”.

O modelo tradicional de educação no Brasil, em que o professor detentor do conhecimento repassa sua sabedoria ao aluno é uma realidade em todas as fases do ensino, no infantil ao doutorado. Com base nessa realidade, Carla de Bona, falou sobre os novos empregos que surgem, a cada dia, e o despreparo da educação para lidar com as novas tecnologias e transformações. “A educação não prepara mais para a gente lidar com o mundo. Se você olhar para a história, os empregos sempre acabaram e surgiram novos. Agora fazemos interface com texto e voz”, ressaltou.

“Hoje a informação não passa apenas pelos veículos de comunicação, mas passa muito pelas redes sociais”, acrescentou Serginho Groisman.

O comportamento nas redes sociais foi tratado pela especialista no Linkedln, Flávia Gamonar. Para ela, a cultura do cancelamento nas redes está no limite entre opinião e a ofensa. “As pessoas falam alguma coisa nas redes. Há um julgamento das opiniões e a pessoa é cancelada das redes. Falta consciência social. As pessoas partem o campo das ofensas porque a outra se posicionou”, alertou a especialista.

O vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, destacou que a Caixa também sofre ataques nas redes e que a comunicação é algo que precisa estar alinhada para não gerar ruídos.

“Na Caixa estamos sendo muito atacados. O presidente diz fala que vai fortalecer a empresa e ao mesmo diz que vai vender parte da Caixa. Temos que ser responsáveis por fazer a nossa narrativa e temos que mostrar isso para a sociedade”, pontou.

Uma das atrações do evento foram os paneis do designer gráfico, Wagner Soares. Durante cada bloco, o desenhista registrava em um painel os assuntos tratados e, ao final, apresentava o desenho completo, resumindo em arte cada bloco.

 

 

 

 

 

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