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25/02/2021 20:03 / Atualizado em 25/02/2021 20:03

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Entidades se unem em defesa das empresas públicas e da soberania nacional

Com participação da Fenae e outras entidades, live da CUT lançou a campanha nacional Não deixem vender o Brasil

Não deixem vender o Brasil. A frase forte, tema da campanha nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e filiadas ecoou na noite da última quarta-feira (24). Na live de lançamento, dirigentes sindicais e parlamentares defenderam a importância das empresas públicas e contra a agenda de privatização imposta pelo governo Bolsonaro. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) esteve presente no debate e destacou o papel fundamental dos bancos públicos, em destaque o da Caixa.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, reforçou o trabalho indispensável da Caixa durante os 160 anos, principalmente no cenário de pandemia. Takemoto reforçou que mais de 100 milhões de brasileiros passaram pela Caixa no período em busca do auxílio emergencial e outros benefícios emergenciais, sem apoio do sistema financeiro privado.

"Mesmo com todo esse trabalho e dedicação, principalmente à população mais carente, não foi suficiente para a sobrevivência da Caixa. Estamos vivendo nesse período o maior ataque já vivido pela Caixa. De sucateamento e fatiamento. O governo já manifestou interesse de vender o setor de cartões de crédito e outras áreas do banco, tudo isso para enfraquecer a Caixa. É ataque à população de baixa renda”, afirmou Takemoto.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, também defendeu os bancos público o trabalho indispensável dos bancos públicos em momentos de crise.

"O setor privado quer essas empresas públicas porque elas são lucrativas. No entanto, os bancos públicos e as empresas públicas são ferramentas importantes para o crescimento econômico, desenvolvimento do país, para a geração de emprego e renda. Defender os bancos públicos e defender o brasil e o patrimônio do povo" defendeu Juvandia.

Apoio de todos

A live foi uma união dos trabalhadores das estatais em defesa do patrimônio do Brasil. O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, destacou a importância das empresas públicas para a economia brasileira e a geração de empregos. Segundo ele, há um posicionamento de greve para a próxima semana.

"Precisamos unir forças, principalmente dos trabalhadores das empresas públicas que estão sofrendo essas ameaças de privatizações e ataques dos seus direitos para lutarmos e resistirmos ao governo Bolsonaro que quer nos destruir", afirmou Bacelar.

Para o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guerra, a agenda privatização do governo é um ataque à população. "Não está descartada uma paralização nacional dos portuários. O ataque às empresas públicas não é só a questão da privatização, é o ataque a convenções internacionais que apontam para o desamparo ao trabalhador portuário. Temos que cobrar do governo a conta da questão social". 

Parlamentares

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada Gleisi Hoffman reforçou o apoio dos parlamentares às empresas públicas. "Estamos muito preocupados com essa situação. Porque a cabeça desse governo é que tem que entregar tudo para o privado, isso vai resolver o problema. Mas o que tem por trás disso é a maximização dos lucros", avaliou.

O deputado Carlos Veras (PT/PE), afirmou que qualquer privatização das empresas públicas é um crime de lesa pátria. "É um ataque central para destruir o que é público", disse.

A mesma defesa foi feita pela deputada Jandira Feghali, que clamou pela união dos trabalhadores. "É preciso que o grito aumente e que o Congresso não se acovarde tanto diante dessa destruição, que vai junto com a destruição da vida, dos direitos trabalhistas e do Estado".

 

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