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18/06/21 18:11 / Atualizado em 18/06/21 18:19

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Salvador: debatedores defendem mobilização contra privatizações

Participantes da sessão especial convocada pelo vereador Augusto Vasconcelos, de Salvador (BA) concordaram que serão graves os impactos econômicos e sociais das privatizações das empresas públicas

Se a sociedade não se mobilizar, as empresas públicas poderão ser privatizadas em um piscar de olhos e isso irá comprometer seriamente o desenvolvimento do país. Os participantes da Sessão Especial na Câmara Municipal de Salvador que discutiu “Os Reflexos das Privatizações das Empresas Públicas no Brasil”, na última quinta-feira (17/06), concordam que é fundamental que os sindicatos, entidades e sociedade civil unifiquem a luta em defesa das estatais. 

Mediada pelo Ouvidor-Geral da Câmara Municipal da capital baiana, o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), que é bancário, a sessão contou com a participação do presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, da coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, e o Secretário-Geral da Federação dos Bancários da Bahia, Emanuel Souza, entre outros dirigentes sindicais.  

“As empresas públicas brasileiras são um patrimônio da Nação. Estamos falando de empresas estratégicas que atuam em áreas, muitas vezes, que empresas privadas não querem atuar. Que transferem, inclusive, boa parte de seus lucros para o Tesouro Nacional, através da distribuição de dividendos, que viabilizam políticas sociais importantíssimas”, alertou Augusto Vasconcelos. 

Ele lembrou que o Brasil possui cerca de 134 empresas estatais nacionais, número muito abaixo de outros países, como por exemplo, a China, com 150 mil empresas públicas, a Alemanha, com 15 mil e os EUA, que possui 7 mil empresas públicas.  

Para Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), só as empresas públicas prestam serviços sociais essenciais. Ele salienta, por exemplo, que se em 2014 havia 730 mil bolsistas do Fies, em 2021 existem apenas 93 mil pessoas beneficiadas. O Minha Casa Minha Vida, lembra, sofreu um corte 98% e os recursos não serão suficientes nem mesmo para cumprir os contratos já firmados. “Estão fatiando a Caixa, tirando seu papel social, os empregados estão sobrecarregados, assustados, obrigados a cumprirem metas desumanas, enfim, tudo em nome do lucro rápido e do desmonte da empresa”, afirma ele.  

Ele entende que é preciso mobilizar e chamar a atenção da sociedade em atos como o marcado para este sábado, dia 19, e outros que serão convocados. “Temos que estar nas manifestações, com todo o cuidado, usar máscaras, não vamos tirar as máscaras, vamos tirar Bolsonaro e seu governo que são contra o país”, afirmou. 

Rita Serrano também alertou para a importância de fortalecer atos como os do dia 19 e outros que venham a ser convocados para fazer frente ao desmonte da Estado brasileiro.  “Estamos na contramão da história, em todo o mundo as privatizações estão sendo revertidas, no Reino Unido, veja só, a meca do neoliberalismo, acabaram de criar um banco público para investir em infraestrutura, nos Estados Unidos, os Correios é uma empresa pública centenária e 60% do controle das hidrelétricas é público. E aqui estamos vendendo nossas riquezas para empresas estatais chinesas, francesas etc. Ninguém compra o que não dá lucro”, criticou. 

Ela acredita que na pandemia ficou evidente para o Brasil e para o mundo que os países que têm um Estado forte, organizado, com governantes comprometidos, usaram sua estrutura pública para superar a pandemia e a crise econômica em decorrência dela e tiveram os melhores resultados no seu enfrentamento. “No Brasil, escolhemos abrir mão de nossas riquezas. É fundamental que a população se mobilize, tome consciência da gravidade do momento que estamos vivendo e pressionem os parlamentares para que não aprovem a privatização de nenhuma empresa que está na lista de privatizações do Governo”, enfatizou Rita Serrano.

Confira aqui o vídeo completo da sessão.

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