Notícias

Foto materia_resize_14 _1_.jpg

14/10/2021 09:30 / Atualizado em 14/10/2021 17:35

minuto(s) de leitura.

“Um Olhar para o Futuro”: Fenae é parceira em projeto que leva inclusão social e educação à comunidade ribeirinha no Amazonas

O projeto atende 50 crianças e adolescentes. Indiretamente, também alcança cerca de 100 crianças de comunidades ribeirinhas e indígenas às margens do rio Tarumã Mirim

 

Projetos que levam educação e inclusão social para população em situação de vulnerabilidade são sempre necessários. Por isso, a ONG Moradia e Cidadania e a Associação do Pessoal da Caixa do Amazonas (Apcef/AM), com o apoio FENAE desenvolvem o projeto, “Um Olhar Para o Futuro”, que oferece reforço escolar para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que moram na Comunidade Ribeirinha Nossa Senhora de Fátima, em Manaus/AM.   

“Um Olhar para o Futuro é mais um projeto que a Fenae abraça para contribuir no processo educacional das crianças e adolescentes. Além disso, a ideia é estimular a participação da família, envolvendo toda a comunidade no projeto, que pode crescer ainda mais com as parcerias locais”, explicou Sergio Takemoto, presidente da Fenae.    

Segundo conta o coordenador da ONG Moradia e Cidadania/AM, Osmar Pantoja, a ONG Moradia e Cidadania desenvolve um trabalho de inclusão social na Comunidade Ribeirinha Nossa Senhora de Fátima - a 20 km da praia de Ponta Negra, de Manaus (AM), onde o único acesso é fluvial - conhecido como Projeto Art Malote, onde as mães da localidade aprendem o ofício de corte e costura.   

“Chamava atenção pela grande quantidade de crianças que ficavam perambulando, ociosas pela comunidade e era nosso desejo poder ajudar de alguma forma, porém, a ONG sozinha não teria recursos para isso. Foi quando surgiu a possibilidade da parceria com a Fenae e Apcef, pela qual apresentamos nosso projeto, e consequentemente, fomos contemplados. Com a ajuda, estamos atendendo 50 crianças e adolescentes, fornecendo material escolar necessário às aulas de reforço escolar e extracurricular, além de palestras de educação financeira, a realização da Festa Cidadã, que acontecerá mensalmente, para aproximar as famílias que participam do projeto, e o lançamento da Canoa Literária. Uma canoa que irá transportar alguns livros, que de maneira lúdica, para chamar atenção e assim, despertar o interesse pela leitura dos adolescentes”, relata Osmar Pantoja, coordenador da ONG Moradia e Cidadania/AM.    

interior texto 3.jpg

Ainda segundo o coordenador, o projeto tem despertado a atenção de muitos empregados Caixa. “Todo esse movimento está chamando atenção dos colegas da Caixa a participarem das atividades em solidariedade às comunidades carentes onde a ONG Moradia e Cidadania desenvolve suas atividades. Esse movimento nos faz comemorar antecipadamente o sucesso da parceria entre a ONG Moradia Cidadania, Fenae e Apcef/AM”, enfatiza Osmar Pantoja.   

O projeto começou no dia 5 de agosto e atende 50 crianças e adolescentes. Indiretamente, também alcança cerca de 100 crianças de comunidades ribeirinhas e indígenas às margens do rio Tarumã Mirim. Além de reforço escolar em leitura e escrita, o projeto faz atividades temáticas com a utilização da cartilha Competências para a Vida, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).  A ideia é estimular a participação dos adolescentes em assuntos de direitos humanos, a formação da identidade e a construção da autonomia. O objetivo também é discutir o respeito e valorização da diversidade, como conhecer e reivindicar seus direitos, além de estabelecer relações afetivas e sustentáveis no âmbito familiar e da comunidade.   

A assistente social da ONG Moradia e Cidadania/AM, Marnízia Dias, que faz a gestão do projeto “Um Olhar para o Futuro”, explicou que o tempo para chegar ao porto da comunidade dura 30 minutos em transporte fluvial. De lá, são mais 15 minutos em transporte terrestre para chegar ao local do projeto.   

interior texto 2.jpg

 “Apesar da dificuldade, sempre vale a pena”. Ela contou que a ideia de fazer o projeto surgiu após uma visita ao local. “Um dia dissemos: nós vamos voltar aqui e poder ajudar essa comunidade. Então foi uma felicidade muito grande articular todas essas parcerias para desenvolver o projeto com essas crianças e adolescentes”.  

Marnízia explicou a dinâmica das visitas à comunidade. Além das aulas de reforço, uma vez por mês acontece a festa cidadã, em cada comunidade local próxima, tanto em área ribeirinha quanto indígena.  A ideia é aproximar famílias que participam do projeto. Na ocasião são feitas as “leituras de mundo”. Este termo foi utilizado pelo educador, escritor e filósofo Paulo Freire, que defendia que um dos objetivos da escola era "ensinar o aluno a 'ler o mundo' para poder transformá-lo".    

“Eles fazem a leitura de mundo, conhecem seu território e depois vão buscar soluções. Ou desenvolver outros projetos ou criar algo que possa solucionar algum problema da comunidade por conta deles mesmos. A ideia é estimular que eles possam ser os próprios protagonistas da comunidade”, destacou.   

Interior texto 1.jpg

O presidente da Apcef Amazonas, Paulo Roberto da Costa, falou sobre a satisfação em levar o projeto para o local. “Foi muito gratificante para nós da Apcef vermos os sorrisos estampados nos rostos daquelas crianças e o ar de alegria em cada uma delas. Não tem preço. É muito gratificante esses momentos vividos, apesar de todas as dificuldades que essas crianças enfrentam no seu dia a dia”, disse.

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

selecione o melhor resultado