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13/02/20 16:38 / Atualizado em 13/02/20 16:52

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Trabalhadores protestam em Brasília contra a reestruturação na Caixa

Na mobilização, realizada na matriz III, eles denunciaram o ataque ao papel social do banco

Um ato na matriz III marcou o Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação na Caixa em Brasília (DF). Durante a mobilização, empregados do banco público, dirigentes de entidades sindicais e associativas, e de centrais sindicais denunciaram que o processo implementado, unilateralmente, pela direção do banco retira direitos da categoria e ameaça o papel social da empresa. Foram distribuídos exemplares de uma cartilha sobre a importância da Caixa para o País, além de camisetas e bonés da campanha #ACAIXAÉTODASUA. 

“Nós estamos em todo o Brasil manifestando nossa indignação com a política de desmonte da empresa adotada por esse governo, que acaba com os direitos dos trabalhadores e importantes políticas públicas conquistadas pelo povo brasileiro em 159 anos de existência da Caixa, como o financiamento habitacional e de infraestrutura, centralização do FGTS, entre tantas outras”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira. 

O dirigente lembrou que, no período de 2015 a 2019, as condições de trabalho no banco vem sendo precarizadas com a redução do número de funcionários e a pressão por metas. “Nossas condições de trabalho estão piores. Em 2014, chegamos a ter mais de 101 mil empregados, hoje somos poucos mais de 84 mil. Por mais que o governo diga que não vai privatizar a Caixa, o que está acontecendo é o seu fatiamento com a venda de áreas lucrativas e a não valorização dos seus trabalhadores. Que Caixa vamos ter daqui dois ou três anos?”, questionou Jair. 

O vice-presidente da Fenae e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Sergio Takemoto, criticou a intransigência da direção do banco. “Ontem, nós tivemos uma negociação em que não houve avanço. A Caixa se retirou da mesa se negando a negociar e dar garantias de direitos aos empregados”, diz.

 Segundo Takemoto, a mobilização da categoria com as entidades representativas é fundamental para barrar a reestruturação. “Essa reestruturação significa a destruição do papel social da Caixa e retirada de direitos porque significará transferências arbitrárias e redução da remuneração. Por isso, os empregados da Caixa precisam se manifestar contra esses ataques. A Fenae e as outras entidades estão junto com os trabalhadores nessa luta”, acrescentou o vice-presidente da Fenae. 

O Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação em Brasília contou também com a participação dos diretores da Fenae, Cardoso (Administração e Finanças), Moacir Carneiro (Sociocultural), Marlene Dias (Aposentados) e José Herculano do Nascimento do Neto (Bala), além de dirigentes do Sindicato dos Bancários de Brasília e da CUT Brasília. 

“Eles querem enganar o trabalhador da Caixa. A reestruturação vai trazer desemprego, o fechamento de agências e o fim da atuação da Caixa enquanto banco social”, disse Cardoso, diretor de Administração e Finanças da Fenae, Cardoso. 

Para Moacir Carneiro, “Com a criação de novas funções, a intenção é dividir a categoria. Depois, vão começar a fechar unidades e extinguir as funções que foram criadas”.

O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, lembrou no ato contra a reestruturação que o ataque do governo não é só contra a Caixa, mas todas as empresas públicas e a função social que elas têm exercido. “Essa é a nossa luta, defender o patrimônio do povo brasileiro e a soberania do país”, ressaltou. 

Apreensão

A diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília e representante da Contraf/CUT na CEE/Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a negociação com a Caixa, nesta quarta-feira(12) foi extremamente difícil.  “Nós apresentamos uma contraproposta para assegurar garantias dos direitos a todos os trabalhadores, mas a Caixa recusou. Vamos continuar na luta em defesa dos direitos dos empregados e da empresa”, disse ela. 

Na última segunda-feira (10), a direção do banco anunciou um cronograma de reestruturação que ameaça funções e o papel social do banco. A maioria dos empregados teria apenas até a quarta-feira (12) para se manifestar sobre a função e lotação desejada, apesar da falta de informações claras sobre o processo, o que terminou gerando uma série de questionamentos por parte dos empregados, que não foram esclarecidos pela Caixa. 

Sem avanços no processo de negociação, a reestruturação está suspensa por 15 dias devido a liminar obtida pela Contraf/CUT na terça-feira (11).

 

 

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