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27 Abril 2019 - 14:10

“Tomada de decisão começa pela maneira como as pessoas percebem o mundo”, diz Cláudia Feitosa

No palco do Inspira Fenae 2019, especialista da USP abordou o tema da neuroeconomia, ciência que trata da administração de recursos limitados no dia a dia. Segundo ela, com base no parâmetro de que juntos somos muitos melhores, a transformação em qualquer aspecto da vida é possível e necessária

“Nossa tomada de decisão começa pela maneira como percebemos o mundo”. Essa frase, proferida neste sábado (27) no palco do Inspira 2019 Transformações, resume o conteúdo da palestra de Cláudia Feitosa-Santana, pós-doutorada em neurociências integradas pela Universidade de Chicago (EUA), que abordou o tema da neuroeconomia. O evento da Fenae em Belo Horizonte (MG) reúne empregados da Caixa de todo o Brasil, cujos participantes são associados das 27 Apcefs afiliadas e foram selecionados com base na plataforma da Rede do Conhecimento.

Diante de uma plateia de aproximadamente 470 participantes, Cláudia Feitosa explicou que a neuroeconomia é a ciência da tomada de decisão e está baseada na administração cotidiana de recursos limitados. Isso, segundo ela, faz com que geralmente as pessoas enxerguem diferenças onde não existem ou, ao contrário disso, não enxerguem onde elas existem. “Nossos sentidos são apenas um dos exemplos da existência de nossos recursos limitados”, pontuou.

A especialista declarou que não existe o conceito de certo ou errado no mundo, pois “o contexto e a experiência influenciam decisivamente nossa forma de perceber e tomar decisões no dia a dia”.  Citou, para isso, a prevalência de dois sistemas ou modelos de pensamento:  o primeiro é rápido, intuitivo e inconsciente, enquanto o segundo possui características mais lentas, racionais e conscientes. “A diferença entre um e outro está determinada pelo raciocínio e pelo esforço cognitivo, embora ambos sejam limitados”, lembrou.

Para melhorar as decisões cotidianas, seja em que aspecto for, Cláudia Feitosa deu dicas importantes e necessárias para uma vida saudável: dormir bem, comer bem, fazer exercício e treinar a atenção com a pratica diária da meditação. “Quem desconhecer isso tende a uma capacidade de raciocínio próxima de zero, deixando de compreender a forma adequada de tomar decisões”, observou.

Segundo Feitosa, as decisões individuais e coletivas são influenciadas pela maneira como os problemas são apresentados. Disse que uma decisão que envolve um contingente grande de pessoas ou até mesmo uma população inteira também pode ser catastrófica, citando dois acontecimentos ocorridos em momentos conjunturais distintos: a crise financeira global de 2008 e a tragédia na barragem do Córrego de Feijão, em Brumadinho (MG).

Para contrapor-se a essas situações coletivas adversas, a especialista em neurociência da Universidade de São Paulo (USP) propõe a busca por um antídoto eficaz: a sabedoria da multidão. Esse conselho, segundo ela, deve ser praticado com base na perspectiva de que “somos muito melhores juntos”.    

 

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