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06/04/20 20:22 / Atualizado em 06/04/20 20:27

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Suspensão de pagamento do Credplan pode elevar em até 11 meses cobrança de empréstimo

Funcef deu a opção aos participantes de ficarem 90 dias sem pagar as parcelas, mas não esclareceu os impactos financeiros nem informou se IOF continuará sendo cobrado

Funcef abriu aos participantes a possibilidade de suspender a cobrança das parcelas de empréstimos por três meses durante a pandemia do novo coronavírus. A medida não muda o valor da parcela. Também não reduz a taxa de juros, como defende a Fenae. Na prática, o custo da operação proposta pela fundação pode ser mais alto do que o participante imagina.

Segundo a Fundação, quase nove mil pessoas já solicitaram a suspensão. No entanto, a fundação não esclarece uma série de questões que vão impactar no bolso desses participantes e o sistema estava fora do ar até hoje quando a fundação avisou que prorrogou o prazo para adesão para esta quarta-feira (8).

Quanto será cobrado lá na frente?

A equipe técnica da Fenae fez uma simulação para entender o impacto da suspensão das três parcelas no saldo devedor dos participantes, algo que a Funcef não explicou. Como mostra o gráfico abaixo, em função dos juros acumulados, o impacto cresce à medida em que o prazo do empréstimo é maior. A depender do número de meses restantes para a quitação, a suspensão de três parcelas pode significar o aumento de até 11 parcelas para quem ainda teria 120 meses pela frente. 

Como fica a cobrança de IOF?

No dia 1º de abril, mesma data em que a Fundação divulgou a opção de suspensão das parcelas, o governo federal anunciou que decidiu reduzir a zero (por 90 dias) a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito. 

Simulações feitas por participantes no autoatendimento nos últimos dias indicam que pode haver a cobrança de IOF complementar no próximo dia 20 de abril sobre os empréstimos suspensos. Não fica claro se essa cobrança ocorrerá mesmo ou se seria algum padrão do sistema que ainda não tenha sido ajustado. Mas a informação deixa dúvidas e pode representar mais um prejuízo para aqueles que decidiram aderir à medida.

Taxa de juros ainda é muito alta

A taxa de juros praticada pela Funcef no Credplan Fixo é de 11,24% a.a, o equivalente 300% do CDI e mais de 2,5% acima da meta atuarial estabelecida para os planos de benefícios. Mesmo com a queda contínua da taxa Selic ao longo de 2019, a fundação continua cobrando dos participantes juros altos e fora de sintonia com a conjuntura econômica atual.

“Está ao alcance da Funcef implementar medidas que realmente aliviem os participantes sem criar surpresa lá na frente. Não há sentido em manter uma taxa de juros que está no mesmo patamar dos bancos. A Funcef não é um banco”, questiona a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Estudos técnicos mostram que, independentemente da possibilidade de suspensão das parcelas, é viável reduzir a taxa de juros e manter a rentabilidade do Credplan dentro da meta atuarial.

  

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