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09 Maio 2019 - 16:07

Seeb/DF e empregados exigem respeito à história da Caixa pública e social

Ato foi realizado em frente ao edifício-sede da Matriz, em Brasília, e protestou contra a venda de áreas mais lucrativas do banco. Participaram dessa manifestação Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, e a deputada federal Erika Kokay

Para não permitir que o atual governo desmonte a Caixa Econômica Federal, maior agente de políticas públicas do país, o Sindicato dos Bancários de Brasília promoveu um protesto em frente ao edifício-sede da Matriz do banco, tendo como mote a mobilização pela manutenção da Caixa 100% pública, social e forte. O ato, realizado nesta quinta-feira (9), a partir das 11h, foi prestigiado por Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), e pela deputada federal Erika Kokay (PT/DF), além de outras lideranças da categoria bancária e de empregados da instituição.

Durante o ato, o Seeb/DF defendeu melhorias das condições de trabalho, manutenção do atual modelo de custeio do Saúde Caixa e mais transparência na gestão do plano de saúde. Também, na ocasião, foram cobradas soluções para os problemas da falta de empregados, para o fechamento de agências e para a política de descomissionamentos arbitrários. Na avaliação do Sindicato, “é preciso dizer não ao desmonte da Caixa perpetrado pelo atual governo, que insiste em acabar com direitos arduamente conquistados pelos trabalhadores”.

Ao participar do ato em frente à Matriz I, em Brasília, Jair Ferreira foi direto ao ponto: “Estão cada dia mais escancarados os planos do governo federal para enfraquecer e privatizar o banco. Se será com abertura de capital ou fatiamento de áreas importantes como loterias, cartões e seguridade, pouco importa. A manutenção do caráter 100% público da Caixa deve ser o principal objetivo da mobilização de empregados e entidades representativas”.

Segundo ele, em relação ao FGTS e a programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, a Caixa é fundamental. Em discurso no ato do Seeb/DF, Jair Ferreira também lembrou do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, nesta quarta-feira (8), durante ato no Congresso Nacional. Ele disse que essa Frente se constitui em um importante espaço de diálogo com a sociedade.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos já surgiu representativa. Conta com a adesão de 209 integrantes, sendo 199 deputados e 10 senadores de 23 partidos, e busca ampliar os debates na sociedade e fazer articulações no Congresso Nacional com o intuito de barrar projetos de reestruturação que miram o sucateamento e a privatização das instituições financeiras públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa).

Para a deputada Erika Kokay, que marcou presença no ato da Matriz, o atual governo caminha a passos largos para tirar a Caixa Econômica Federal do povo brasileiro, na mesma medida em que a sociedade, a população e os trabalhadores continuam na luta pela resistência contra a venda desse patrimônio. “Tantas vezes estivemos aqui neste lugar para abraçar a Matriz I dessa Caixa pública e social. Outras vezes, se preciso for, voltaremos para dizer não à privatização e exigir respeito à história da Caixa, um banco consolidado e que cumpre o seu papel social há mais de 150 anos”, declarou a parlamentar.

Wandeir Severo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, afirmou que a mobilização dos empregados da Caixa no Distrito Federal é fundamental para demonstrar o descontentamento com o desrespeito à categoria e com as medidas privatistas que estão sendo implantadas pelo governo e pela nova direção do único banco 100% público do país. “Preservar o banco do povo é dar continuidade à promoção da cidadania e do desenvolvimento do país”, ressaltou.

A manifestação na Matriz I em Brasília teve ainda o objetivo de marcar o Dia Nacional de Luta contra o desmonte da Caixa. É que nesta quinta-feira (9) estava programado o leilão da Lotex na Bolsa de Valores de São Paulo, remarcado pela sexta vez para o dia 28 de maio. Esse leilão faz parte da tentativa do atual governo de fatiar ou privatizar a Caixa. As entidades representativas de todo o país, a exemplo do ato do Sindicato dos Bancários de Brasília, pretendem realizar protestos em defesa do banco público. Isto deve ser feito até o grande ato a ser realizado no dia em que foi marcado o novo leilão.

 

 

 

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