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27/06/19 14:49 / Atualizado em 27/06/19 14:55

São Caetano do Sul (SP) discute importância das empresas públicas

Em audiência realizada na Câmara Municipal, entidades mostraram a força dos bancos públicos na concessão de crédito na cidade

Por que São Caetano do Sul precisa de empresas públicas? A cidade é conhecida por seu alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com maior PIB da região do grande ABC paulista. No entanto, sua pujança não seria a mesma sem a presença dos bancos públicos, que respondem por 70% do crédito concedido no município. Se o assunto for crédito imobiliário então, essa participação fica ainda mais clara: 88% dos recursos investidos no município vêm da Caixa.

Esses números foram apresentados na audiência pública realizada no último dia 26 na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, em São Paulo, com a presença de representantes dos trabalhadores bancários e petroleiros e organização do Sindicato dos Bancários do ABC, com o apoio do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

O objetivo da audiência foi esclarecer e alertar sobre os riscos de venda das empresas públicas, como deseja o governo de Jair Bolsonaro. Essas iniciativas já acontecem com a oferta de ativos em várias estatais, que passam assim às mãos do capital privado, muitas vezes multinacional, prejudicando seus trabalhadores, a sociedade brasileira e a soberania do País.

Sérgio Takemoto, da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), apresentou m um dado relevante: “Só para ter uma ideia, entre 2008 e 2015 o crédito nos bancos públicos cresceu 300%, enquanto nos privados apenas 80%”, afirmou, acrescentando que para as instituições privadas não há crise, pois continuam com lucros muito altos.

Outro representante bancário, Dionísio Siqueira, da comissão de empregados da Caixa (CEE), destacou a necessidade da promoção de eventos sobre a temática e de envolvimento com a política, já que o que se discute é justamente o papel dessas empresas.

A representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração da empresa e coordenadora do comitê, Rita Serrano, destacou  os muitos mitos que cercam as estatais, e apresentou publicação que questiona alguns deles, intitulada Fakes & Fatos sobre empresas públicas. “Corrupção, por exemplo, não é inerente ao setor público, e deve ser combatida com ampliação do controle social, e não com privatizações”, afirmou, acrescentando que hoje no mundo existe um movimento de reestatização, especialmente nas áreas de energia, água e transporte.

 “Empresas públicas de fato investem no social, ao contrário das privadas, que visam simplesmente o lucro. E entregar nossas empresas, com privatizações, é fazer com que o País aprofunde ainda mais a crise que vivemos”, apontou o presidente do Sindicato, Belmiro Moreira.

Nesta quinta, 27, o Sindicato promove audiência sobre as empresas públicas na Câmara Municipal de Santo André, no Paço, a partir das 19h. A participação é aberta a todos os interessados.

 

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