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31 Maio 2019 - 11:30

Rita Serrano presta contas do mandato de conselheira no CA da Caixa

Em dois anos ela percorreu mais de 20 estados brasileiros, atuando para manter pública a Caixa e garantir a qualidade de vida e trabalho dos bancários

Rita Serrano completou neste mês de maio dois anos como representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa. Ela, que já havia ocupado o cargo como suplente (entre abril de 2014 e maio de 2017), foi eleita pela via direta com o compromisso de defender os direitos dos trabalhadores e o banco público, ampliando os canais de comunicação e contribuindo para a fiscalização, sustentabilidade e transparência da instituição.

Durante esses anos, o Brasil passou por profundas transformações. O impeachment da presidenta Dilma, a posse de Temer, com um governo de viés privatista, uma reforma trabalhista e, finalmente, as eleições do ano passado, que deram vitória a um presidente cuja equipe econômica defende abertamente as privatizações, inclusive na Caixa.

Nesse cenário, a gestão Rita Serrano se consolidou abrindo frentes em quatro grandes eixos de atuação: primeiro, no próprio conselho, durante as reuniões, com posicionamento propositivo, reativo e questionador. Nacionalmente, junto ao movimento sindical e associativo, numa atuação conjunta com Apcefs, Fenag, Advocef, Aneac, entre outras entidades de empregados da Caixa, além de uma interface com o Comitê em Defesa das Empresas Públicas, originado na luta contra o PLS 555 (que inicialmente objetivava facilitar a privatização e, no caso do banco, torná-lo S.A.), e do qual Rita é coordenadora, e também com a Fenae, onde atua como diretora.  

Outro instrumento fundamental de sua gestão vem sendo o diálogo com os empregados do banco, e nesse ponto a comunicação ganha grande destaque. Diariamente são produzidos boletins, notas, áudios e vídeos para a rede social da gestão, além de publicações específicas, caso de revistas, cartilhas e o lançamento de dois livros: Se é público é para todos, coletânea organizada pelo sociólogo Emir Sader na qual Rita Serrano assina capítulo sobre o banco, e Caixa, banco dos brasileiros, de autoria da conselheira e que pode ser lido em https://www.fenae.org.br/documentos/caixabancodosbrasileiros.pdf  

A outra frente adotada por Rita é a do dia a dia ao lado dos empregados do banco. Até agora, ela já visitou mais de 20 estados participando de reuniões, plenárias, seminários e audiências públicas em prol da manutenção dos bancos públicos. Essa presença constante, além daquela estabelecida via intranet ou redes sociais, vem se mostrando essencial para esclarecer e organizar a resistência à privatização das operações da Caixa que, caso concretizada, poderá fragilizar a sustentabilidade do banco e, consequentemente, prejudicar o financiamento de políticas públicas.

Afinal, é preciso destacar que um conselheiro que representa os empregados cumpre papel fundamental no controle do bem público, fiscaliza o uso de recursos e investimentos públicos e leva ao Conselho o olhar dos trabalhadores nos debates sobre planejamento das ações da empresa. Na Caixa, hoje o Conselho de Administração (CA) é integrado por oito membros, sendo um deles eleito, que é o caso de Rita; o presidente do banco e seis indicados pelo Ministério da Economia.

No Brasil, infelizmente, a legislação que estabelece a presença de conselheiros eleitos é conquista recente e ainda distante da realidade de países mais avançados, como a Alemanha, onde tanto em empresas públicas quanto privadas metade dos conselhos tem de ser composto por representantes eleitos pelos trabalhadores.

“Meu papel vem sendo a defesa intransigente da Caixa como empresa pública, sustentável e focada no desenvolvimento do Brasil, além dos interesses e qualidade de trabalho dos empregados. No entanto, é preciso que também os trabalhadores assumam seu protagonismo, façam também sua parte, e isso em todas as categorias. Vivemos um período de grande ameaça, e cada direito que se perde representa anos e anos de luta, e só será recuperado daqui a muitas gerações. Temos que ter claro que somos todos sujeitos da história que construímos a cada dia”, destaca Rita Serrano.

 

 

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