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23/10/19 11:04 / Atualizado em 23/10/19 11:56

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Representações dos empregados e entidades sindicais manifestam apoio à candidatura de Rita Serrano para o CA da Caixa

A votação ocorrerá de 18 a 22 de novembro. Podem votar todos os empregados ativos, mesmo estando de férias ou licença

A defesa da Caixa 100% pública e dos direitos dos trabalhadores, ameaçados pela política privatista do atual governo, levaram as entidades representativas dos empregados do banco, sindicatos e federações de bancários, e centrais sindicais a se unirem em torno de uma mesma candidatura para eleição de conselheiro representantes dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, que vai ocorrer entre os dias 18 e 22 de novembro. Essas representações vão apoiar a reeleição da atual conselheira, Rita Serrano.

Formalizaram apoio à candidatura a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Apcefs, centrais sindicais - CUT, CTB, Intersindical e UGT, sindicatos e federações que integram a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que estava na capital federal participando de negociação com a direção do banco público, além das entidades que representam os diversos segmentos de trabalhadores da empresa: Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal (Fenag), Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef), Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal (AudiCaixa), Associação Nacional dos Técnicos Sociais e Assistentes de Projetos Sociais da Caixa Econômica Federal (Social Caixa).

Rita Serrano agradeceu o apoio das entidades e a confiança.  “Esse apoio é que dá o respaldo para fazer o enfrentamento que precisamos realizar no Conselho contra o fatiamento da Caixa e o ataque aos direitos dos empregados.  É a primeira vez que as entidades se unem em uma eleição, por entenderem que o momento exige uma visão mais ampla e o fortalecimento da nossa capacidade de luta. A empresa e o país estão sob risco e precisamos estar juntos para resistir”, disse a conselheira eleita.

“A unidade que estamos vendo nesse momento representa a força da candidatura da Rita Serrano, o reconhecimento do trabalho que ela vem fazendo no Conselho de Administração. A campanha não vai ser fácil, porque a direção da Caixa não vai querer a reeleição da conselheira, por conta do enfrentamento que vem realizando”, ressaltou o vice-presidente da Fenae e secretária de Finanças da Contraf/CUT, Sergio Takemoto.

Para a diretora de Juventude da Fenae, Rachel Weber, é preciso mobilizar os trabalhadores do banco para assegurar uma ampla participação no pleito. “Nas bases, podemos constatar o reconhecimento dos empregados à atuação da conselheira”, acrescentou.

A representante da Intersindical e do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, Rita Lima, lembrou o trabalho de articulação que a conselheira tem realizado não só em defesa da Caixa, mas das demais estatais, através do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. “A Intersindical e o Seeb/ES tiraram o apoio, baseados nessa expectativa daquilo que nos unifica, que é defesa da Caixa 100% pública. Com a Rita, temos certeza de que teremos trincheira de resistência ao avanço do neoliberalismo”, argumentou.

O coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis, lembrou que a eleição para conselheiro represente dos trabalhadores é uma conquista histórica da categoria. “As entidades representativas estão juntas para ter esse mandato de caráter coletivo. Nós fizemos uma discussão na comissão, que tem um representante por federação do país, para dar apoio à candidatura que entendemos que representa nossa posição de defesa da Caixa 100% pública”.

O presidente da Fenag, Mairton Antônio Garcia Neves, ressaltou também a unidade das entidades nesse processo eleitoral. “Momento exige de todos nós esforço para algo maior, que é defesa da empresa. Temos adesão das 31 Agecefs favoráveis a esse apoio à Rita”, frisou o diretor da Federação Nacional dos Gestores.

Eleição

O primeiro turno do pleito ocorrerá de 18 a 22 de novembro, e o resultado será divulgado no dia 22 de novembro no Portal do Empregado. Caso nenhum candidato obtenha 50% mais um dos votos, haverá segundo turno de 2 a 6 de dezembro. Foram inscritas 203 candidaturas.

Podem votar todos os empregados ativos, mesmo estando de férias ou licença. A eleição será realizada pela rede do banco. O empregado deverá acessar eleicaoca.caixa, usando sua matrícula e senha.

O Conselho de Administração é a principal instância decisória do banco. Define as políticas de atuação da empresa. Na Caixa, possui oito membros:  o presidente do banco, seis conselheiros indicados pelo Ministério da Economia e um eleito.

Conquista histórica dos trabalhadores, como resultado da luta das entidades sindicais e associativas de todo o país, a eleição de representante dos empregados na Caixa tornou-se realidade a partir de 2013, quando ocorreu o primeiro pleito.

O papel do conselheiro eleito é representar os anseios dos trabalhadores, defender a integridade do banco e fiscalizar as ações da gestão. Podem participar do pleito empregados da Caixa que tenham formação escolar e profissional condizente com o cargo e outros critérios previstos no estatuto do banco. O eleito não pode participar das pautas que tratam das relações de trabalho.

Empregada da Caixa desde 1989, Rita Serrano participa do CA desde 2014, quando ocupou o cargo de suplente, sendo eleita titular em 2017. Mestre em Administração e graduada em Estudos Sociais e História, a atual conselheira tem longa trajetória no movimento sindical e social. Foi presidente do Sindicato dos Bancários do ABC entre 2006 e 2012, coordena desde 2015 o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e atualmente faz parte do Conselho Fiscal da Fenae.

“Um grande marco da nossa gestão foi ter conseguido impedir que a Caixa se tornasse S.A. (sociedade anônima) por duas vezes. A primeira por conta do Projeto de Lei 555, quando liderei processo contra a aprovação por meio do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. E, em seguida, no debate da mudança estatutária da Caixa, em 2017, pois conseguimos articular uma grande frente nacional e a iniciativa foi derrotada”, relata a conselheira.

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