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23/01/20 18:44 / Atualizado em 23/01/20 19:42

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Reestruturação: entidades cobram respeito aos direitos dos empregados

O anúncio de novas medidas gerou clima de insegurança entre os trabalhadores

Uma nova reestruturação na rede da Caixa Econômica Federal foi anunciada pela direção da empresa nesta quarta-feira (22). Pela proposta, haverá redução na quantidade das atuais superintendências regionais e a criação de outras instâncias de decisão no banco, como as superintendências executivas na rede. Para as entidades representativas dos empregados do banco, é lamentável que, mais uma vez, a empresa adote medidas que mexem com a vida funcional dos trabalhadores sem discussão com os trabalhadores ou com as representações deles.


A indefinição provocada por medidas de reestruturações sem qualquer debate com os trabalhadores está gerando um clima de medo e insegurança no ambiente de trabalho, acarretando muitas dúvidas entre todos os bancários das áreas afetadas.

“É preciso que a Caixa seja mais transparente informando sobre os impactos que essas mudanças terão na vida de cada trabalhador e que os direitos dos empregados sejam respeitados”, defende o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira.

Outra preocupação das entidades representativas dos empregados é que a reestruturação sinaliza para clara mudança no perfil do banco com foco nos negócios. “Nossa avaliação é de que as cobranças por metas vão aumentar e, consequentemente o assédio moral. A empresa precisar dar estrutura para os empregadores fazerem bem o seu trabalho e isso não acontece hoje”, destaca a representante da Contraf/CUT na Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara.

Por trás da reestruturação, na avaliação das representações dos trabalhadores, está a intenção de transformar a Caixa numa empresa voltada para as práticas de mercado, que privilegia o público de alta renda. “Essa não é a Caixa que defendemos, que atue como os bancos privados existentes no mercado. Nós defendemos um banco focado no desenvolvimento do país, que conceda crédito para casa própria, para educação e tantas outras políticas públicas, que são essenciais para o país”, finalizou Jair Ferreira.

 

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