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23/10/20 19:46 / Atualizado em 23/10/20 19:51

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Projeto de privatizações do governo é reforçado pela grande imprensa

Para Fenae, os veículos de comunicação não levam em conta a importância das estatais para o desenvolvimento econômico e social do País

A agenda de privatizações do governo Bolsonaro tornou-se um tema recorrente no noticiário da grande imprensa brasileira. Quase que diariamente são divulgadas informações sobre o assunto e com argumentações que respaldam o projeto neoliberal da equipe econômica do Executivo, baseado na ideia do Estado mínimo.

Um dos argumentos mais comuns utilizados pelos veículos de comunicação para justificar a desestatização seria a ineficiência dessas empresas e a necessidade de o governo fazer caixa para pagar a dívida pública. A ideia é convencer a sociedade de que as estatais não oferecem serviços de qualidade à população e estão inchando os gastos da União.  

Nesta semana, as notícias sobre privatizações se concentraram no projeto de venda dos Correios e de ativos da Petrobras, além da intenção do governo de fazer IPO (oferta inicial de ações) do banco digital da Caixa. Mas, nos últimos meses, também recebeu destaque em veículos de circulação nacional a privatização da Caixa Seguridade e outras áreas rentáveis do banco público, bem como da Eletrobrás, Petrobras, Casa da Moeda, entre outras.

“O que nós temos verificado é um aumento significativo de divulgações sobre privatizações, sem uma avaliação isenta sobre a atuação das empresas públicas e sem levar em conta o papel relevante que essas instituições têm para o desenvolvimento econômico e social do país. Muitas delas são centenárias, a exemplo da Caixa Econômica Federal”, lamenta o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.

O dirigente lembra que no início do pagamento do auxílio emergencial, os trabalhadores e a Caixa sofreram sérios ataques em virtude das longas filas e aglomerações, que se formaram em agências do banco em todo o país. “Esse problema não foi gerado pela ineficiência ou falta de compromisso dos empregados, mas pela desorganização e falta de planejamento do governo e da própria direção do banco”, diz Takemoto.

O presidente da Fenae cita a atuação do banco no enfrentamento a crise econômica, como a implantação da poupança social digital para assegurar a bancarização de milhões de brasileiros, os pagamentos do auxílio emergencial e saques emergenciais do FGTS, linhas de crédito para micro e pequenas empresas, dentre outras.

“A própria imprensa faz questão de alardear que, segundo o governo, empresas como a Caixa não estão na mira da privatização.  Mas não é inteiramente verdadeiro que essas empresas estão a salvo. Pode não haver plano de privatização em regra, mas o governo busca esvaziá-las, com diminuição de sua estrutura e importância e venda de subsidiárias”, reforça Sergio Takemoto.

 

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