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13/02/20 18:56 / Atualizado em 14/02/20 10:58

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Preto marca Dia Nacional de Luta contra a reestruturação e em defesa da Caixa 100% pública

Atos nos estados mobilizaram trabalhadores, clientes e sociedade, reforçando campanha #CAIXAÉTODASUA contra reestruturação e venda de áreas estratégicas do banco

 

 

Em defesa da Caixa 100% pública e contra o fatiamento da empresa, trabalhadores do banco elegeram o preto para esta quinta-feira (13) e participaram de mobilizações em todas as regiões do país. Com o apoio de empregados, entidades de defesa do banco público e da sociedade, os protestos neste Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa Econômica Federal reforçaram a campanha #ACAIXAÉTODASUA, cujo objetivo é alertar os empregados e a população brasileira sobre os riscos da venda de áreas estratégicas do banco público. Os atos questionaram o processo de reestruturação da Caixa, que reduz agências, superintendências e cargos, conforme pretende a direção da empresa.

Rio Grande do Sul — Em Porto Alegre, foram realizados dois atos: em frente ao Edifício Querência, na Praça da Alfândega, e na agência Marcílio Dias, com uma presença expressiva de bancários. Além dos empregados da Caixa, funcionários de outros bancos e representantes de centrais sindicais participaram da manifestação.

O representante dos gaúchos na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), diretor Contraf-CUT e da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi/RS), Gilmar Aguirre, reforçou a importância da participação dos bancários nos atos de mobilização. “O que está acontecendo na Caixa não é isolado. É um projeto nacional”, analisou.

O diretor do SindBancários/RS, Guaracy Padilha, destacou que o banco não é importante apenas para os clientes, mas para todos os brasileiros. “O enfraquecimento da Caixa vai refletir no bolso de todos, nas condições das nossas famílias. Nossa luta é uma luta de toda a população”, disse.

São Paulo — Representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foram a todas as superintendências regionais representadas pela entidade e realizaram mobilizações nos municípios de Santo Amaro, Itaquera, Penha, Santana, Osasco, Sé e Paulista.

“A reestruturação está acontecendo, todo mundo está vendo, mas a Caixa continua negando os objetivos dela, que é desmontar a finalidade pública que a empresa tem”, pontuou o dirigente sindical Ricardo Terrível. “Essa empresa continental, que é a Caixa, ajuda milhares de trabalhadores brasileiros em todos os cantos do país e a direção do banco quer promover este desmonte, transformando-o em um balcão para serviços que eles ainda querem terceirizar e tirar de dentro da Caixa”, acrescentou.

Espírito Santo — As agências Caixa Beira-Mar, em Vitória, e Caixa Vila Velha só abriram nesta quinta-feira às 11h. O retardamento da abertura das unidades fez parte do protesto contra a reestruturação imposta pela direção do banco.

“Este processo vem para mudar o conceito do banco, abandonando seu caráter público. É mais um passo na política de privatização lenta, que vem acontecendo com o fatiamento do banco por meio da venda de áreas lucrativas, como a Caixa Seguridades e a Lotex”, observou a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima, ao abrir a plenária com os trabalhadores, em frente à agência Beira-Mar. “Entregando a Caixa aos bancos privados, vocês acham que haverá política habitacional para a população de baixa renda ter acesso à casa própria?”, alertou Rita Lima, dirigindo-se aos clientes da agência.

Bahia — Os baianos também foram de preto ao trabalho, nesta quinta-feira. Em todo o estado, o Sindicato dos Bancários da Bahia realizou atos reforçando o Dia Nacional de Luta e a campanha #ACAIXAÉTODASUA. Em Salvador, os protestos contra a reestruturação do banco, sem transparência e diálogo com os trabalhadores, se concentraram nas agências do centro da capital.

“Não sabemos o que realmente vai acontecer (com a empresa). São poucas informações e tentamos negociar com a direção da Caixa, mas não obtivemos avanço", afirmou o diretor do sindicato, Álvaro Queirós, referindo-se à tentativa de negociação realizada nesta quarta-feira (12), em Brasília, que durou mais de 11 horas e terminou sem avanços. "Só com unidade, podemos defender a Caixa e todas as empresas públicas do país", ressaltou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto. 

Minas Gerais —

Para reforçar a campanha #ACAIXAÉTODASUA e denunciar os ataques sofridos pelos trabalhadores a partir da reestruturação do banco, o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região promoveu ato em frente à Agência Tupinambás, no centro da capital mineira.

“Estamos em luta para garantir os direitos dos empregados e exigir que a Caixa negocie com os trabalhadores qualquer mudança que impacte a vida da categoria, como está previsto em nosso Acordo Coletivo”, afirmou a presidente do sindicato, Eliana Brasil. “Para isso, é fundamental que os empregados estejam mobilizados, participem de nossos atos e acompanhem as notícias por meio dos sites e redes sociais do sindicato e entidades representativas”, acrescentou.

Mato Grosso — Em Mato Grosso, o sindicato dos bancários (Seeb/MT) coordenou mobilizações no município de Várzea Grande. Dirigentes do Seeb se reuniram com os empregados da Caixa e dialogaram com a população, alertando sobre os riscos do desmonte do banco para o desenvolvimento do país.

Para o diretor regional do sindicato, Luiz Edwiges, é clara a intenção do governo de esvaziar o papel Caixa, como banco público, indutor do desenvolvimento econômico e social do país.

“É obrigação do Estado brasileiro oferecer à população um banco público digno e forte e que atenda a demanda dos trabalhadores”, defendeu Edwinges. “A Caixa Econômica Federal não é dos empregados nem desse governo. A Caixa é um banco do povo, do trabalhador, porque aqui está guardado os nossos recursos do Fundo de Garantia, do Bolsa Família, do Seguro Desemprego. É para isso que esse banco existe e nós precisamos dele, público e forte”, completou o sindicalista. 

O secretário de finanças do Seeb/MT e presidente da Apcef/MT, John Gordon Ramsay, também reforçou a campanha em defesa da instituição. “Essas medidas, propostas pela direção da Caixa, mostram que o banco está abandonando o atendimento à população”, criticou Gordon, ao lembrar que a Caixa vem promovendo PDVs desde 2014, reduzindo o quadro de funcionários cada vez mais.

Mato Grosso do Sul — Em Campo Grande, os empregados da Caixa se mobilizaram em frente à agência da Rua Barão do Rio Branco, no centro da capital sul-mato-grossense. Com parte dos atos neste Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa, o atendimento na unidade foi retardado em uma hora.

O protesto contou com o apoio do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região (Seebcg/MS), da Apcef/MS e da Associação dos Economiários Aposentados e Pensionistas (AEA/MS). Para o presidente da Apcef/MS, Jadir Garcia, a reestruturação da Caixa desrespeita a vida profissional e pessoal dos trabalhadores. “Essa mudança imposta de uma hora para outra não dá condições para o empregado, que se prepara a vida inteira para o exercício da profissão, a fazer uma escolha com perspectivas claras”, comentou.

A presidente do Seebcg/MS, Neide Rodrigues, defendeu respeito ao Acordo Coletivo da categoria. “Tem que ser respeitado e qualquer tipo de movimentação no banco deve ser conversada e negociada com o movimento sindical”, observou.

Piauí — Em Teresina, como protesto, diretores do sindicato, da Apcef/PI e funcionários vestidos de preto retardaram a abertura da agência Caixa Costa e Silva, no Centro da capital do Piauí.

“O sindicato sempre estará firme na defesa de nossos bancos públicos, dos direitos conquistados, para que não se implemente nenhum programa sem passar por uma mesa de negociação que represente os trabalhadores. Não vamos desistir e manteremos a luta em defesa da Caixa e de seus empregados”, garantiu o presidente do Seebf/PI, Odaly Medeiros.

Francisca de Assis, membro do Conselho Fiscal da Fenae, observou a importância do esclarecimento à sociedade sobre o papel das empresas públicas. “Nossa luta é para que estas empresas sejam preservadas porque a sociedade depende do que é público na educação, saúde, moradia, previdência, segurança”, disse.

Sergipe — O preto também marcou esta quinta-feira entre os empregados da Caixa em Sergipe. Na capital Aracaju, a diretoria do sindicato dos bancários (Seeb/SE) fez ato na agência Fausto Cardoso. Durante a mobilização, a entidade reforçou a campanha #ACAIXAÉTODASUA e destacou as dificuldades nas negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a direção do banco.  

“A Caixa, que completou 159 anos, teve e tem papel fundamental para o desenvolvimento do país”, avaliou a presidente do Seeb/SE, Ivânia Pereira. “Temos de buscar forças para impedir os ataques do governo contra o que é público. Esses ataques, como a nova reestruturação da Caixa, terão consequências não apenas para os empregados do banco mas para toda a sociedade”, emendou.

 

 

 

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