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15/01/19 16:09 / Atualizado em 15/01/19 17:28

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Presidente da Fenae e governador do MA destacam importância dos bancos públicos

Os dois participaram do Diálogos Capitais em São Luís, nesta segunda-feira. No estado, a Caixa é responsável por 85% dos financiamentos habitacionais

Debater com a sociedade a importância dos bancos públicos para financiar o desenvolvimento do país foi o que motivou a Fenae e a Revista Carta Capital a se unirem para realizar o Diálogos Capitais em diferentes cidades. Nesta segunda-feira (14), foi a vez de São Luís (MA) receber as discussões sobre o tema “Bancos Públicos sob Ataque: desafios, riscos e perspectivas”. O evento contou com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destacou o papel desempenhado por essas instituições. “Hoje a Caixa, no mercado brasileiro, é responsável por 70% de todo financiamento habitacional. Aqui no Maranhão, esse total vai para 85%; o Banco do Brasil faz mais 15% e o BNB faz outra parcela”, exemplificou. “Por isso, estamos trazendo essa discussão para a sociedade. Quem vai financiar a habitação, arrumar recursos para o saneamento, para o desenvolvimento da cidade, para melhorar a vida das pessoas?”, questionou.

O governador Flávio Dino afirmou que essa é uma questão essencial para o desenvolvimento do país. “Tenho defendido, há alguns anos, que o Brasil só vai conseguir incluir no desenvolvimento largas parcelas do nosso povo, e isso se refere também ao nosso estado, na medida em que tivermos esses bancos públicos abertos, acessíveis, indutores de desenvolvimento e que financiem programas sociais, a exemplo do Minha Casa Minha Vida e a agricultura familiar”, disse.

Também participaram do Diálogos Capitais como debatedores o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA), Fábio Nahuz; e a professora do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET-RJ), Elika Takimoto. O encontro foi mediado pela jornalista e gestora de políticas públicas Luciana Soares.

Elika Takimoto lembrou que os bancos públicos cumprem uma função social que não interessa aos bancos privados. Ela ainda manifestou preocupação com o destino do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “É urgente que a população entenda que a privatização dos bancos públicos ataca o futuro da nossa população. O tiro da arminha (gesto conhecido de Bolsonaro) é atirar com tiro de fuzil no nosso futuro", comparou.

Fábio Nahuz falou da preocupação do mercado. “A gente está sempre alerta a essas movimentações, porque esses bancos, principalmente a Caixa Econômica, é um grande fomentador da nossa indústria, a da construção civil, que é a mais forte do Maranhão. Por isso, consideramos de extrema importância a permanência e o fomento desses bancos principalmente em nosso estado”, frisou.

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, esperado no debate, não participou por motivos de saúde.

O Diálogos Capitais na capital maranhense foi a primeira edição realizada em 2019. No ano passado, o debate passou por São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Natal (RN).

 

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