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Defender o que é público é defender o Brasil

14 Fevereiro 2019 - 11:15

Empresas públicas: nova campanha e criação de frente estão entre iniciativas contra privatização

Garantir a manutenção e valorizar empresas, serviços e bens públicos para preservar empregos, qualidade de vida e a soberania nacional são objetivos comuns às diversas categorias participantes

As entidades reunidas em seminário do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, realizado no dia 6 de fevereiro, em Brasília, aprovaram propostas para ações que serão realizadas na luta contra as privatizações. Entre elas está uma nova versão da campanha nacional lançada em junho de 2016 e que traz agora como mote central #Defender o que é público é defender o Brasil. Assim como da primeira vez, o lançamento deverá ocorrer no Rio de Janeiro, pela grande concentração de estatais. A data ainda não está definida.

Outra iniciativa aprovada é reativar ou criar novos comitês estaduais para ampliar o debate sobre a importância de empresas e serviços públicos para trabalhadores nesses locais e sociedade em geral. Serão feitas gestões junto a parlamentares no Congresso Nacional e na Frente Nacional de Prefeitos, com o objetivo de esclarecer e buscar apoio para impedir a venda das empresas públicas brasileiras. 

Na comunicação a ideia é integrar as várias categorias participantes do comitê, trocando e centralizando notícias nos canais do comitê e pela rede social das diversas entidades. A criação de uma Frente Parlamentar em Defesa das Empresas Públicas, a realização de audiências públicas pelo Brasil e a aproximação entre representantes dos trabalhadores nos conselhos dessas empresas são outros itens que formam a pauta aprovada pelos participantes, representantes de dezenas de entidades que, por sua vez, representam milhares de trabalhadores.

“Nosso seminário foi extremamente produtivo, e agora precisamos estreitar ainda mais nossos laços para levar adiante essa resistência à privatização. São muitas as iniciativas possíveis, mas precisamos agir rapidamente, porque o governo tem interesse imediato em precarizar e vender as estatais, assim como na Previdência, em que uma das propostas é a capitalização, beneficiando apenas bancos privados e prejudicando os trabalhadores”, aponta a coordenadora do comitê e diretora da Fenae, Rita Serrano.

Uma comissão de organização para encaminhamento das propostas aprovadas já foi criada, com representantes de várias categorias e regiões do País, e deve se reunir nos próximos dias. Segundo Rita, como o comitê é um fórum de representações diversas, é fundamental que essas propostas aprovadas sejam agora pautadas nos sindicatos, associações, centrais sindicais, frentes, movimentos e demais entidades que o integram.

Todas as palestras do seminário e artes da campanha #Defender o que é público é defender o Brasil estão disponíveis no site (www.comiteempresaspublicas.com.br) e na página do Comitê no Facebook. Mais informações também podem ser obtidas pelo e-mail publiccomite@gmail.com. 
Confira, abaixo, as principais propostas aprovadas durante o seminário:

Criar/reativar os comitês estaduais para ampliar aliados nas bases eleitorais

Lançar nova campanha, #Defender o que é público é defender o Brasil (RJ)

Intensificar contatos no Congresso Nacional e com a Frente Nacional de Prefeitos

Integrar nacionalmente a divulgação de notícias sobre a defesa de empresas públicas (centralização no comitê) 

Produzir e/ou divulgar materiais de esclarecimento e apoio para diferentes públicos

Criar frente parlamentar em defesa das empresas públicas

 Realizar audiências públicas para ampliar o debate sobre as ameaças da privatização

Promover a aproximação de conselheiros eleitos pelos trabalhadores nas diferentes categorias

Discutir em assembleias os impactos das privatizações para a sociedade local

Elaborar estudos que caracterizem os efeitos maléficos da privatização (como, por exemplo, os trágicos casos da empresa Vale em MG)

 

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