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22/05/20 18:02 / Atualizado em 22/05/20 18:07

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Não Sofra Sozinho: live da Fenae debate saúde mental dos trabalhadores da Caixa em meio à pandemia

Debate abordou aspectos psicológicos, jurídicos e preventivos voltados à realidade dos empregados e aposentado do maior banco público do país. Federação oferece canal de contato para suporte psicológico

A Fenae realizou, nesta quinta-feira (21), via Facebook, mais uma live para discutir sobre a saúde mental dos empregados aposentados da Caixa. A live contou com a contribuição da psicóloga Carolina de Moura Grando, especialista em saúde dos trabalhadores, a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus e com o assessor jurídico da Fenae, Paulo Roberto Alves.

Fabiana começou explicando o projeto “Não Sofra Sozinho”, campanha de conscientização permanente voltada à prevenção do adoecimento mental no trabalho. Especialmente nesse momento de pandemia, o sofrimento do trabalhador tende a se potencializar e por isso a Fenae está atenta para auxiliar oferecendo suporte psicológico.

A diretora da Fenae lembrou que é preciso estar atento aos ativos e aos aposentados, que tanto os que estão em home office quanto o que trabalham nas agências passam por dificuldades e que é preciso lembrar de toda a equipe que está na linha de frente neste momento, incluindo o pessoal da segurança, da limpeza entre outros.

"Ativos e aposentados, todos estão enfrentando desafios pessoais neste momento. O isolamento social pesa, o medo em relação à saúde também. Todos nós temos que estar atentos para amparar um colega, um parente. A mensagem da campanha Não Sofra Sozinho é essa, de que ao nosso lado, na nossa equipe ou dentro da nossa casa pode ter alguém sofrendo e precisando de ajuda", lembrou Fabiana Matheus.

Segundo a psicóloga Carolina Grando, estamos vivendo um momento com maior vulnerabilidade social, medo pela nossa vida e pela vida de pessoas queridas, passamos a ter uma situação de isolamento, além da instabilidade econômica e diversas incertezas sobre o futuro, o que pode desencadear várias doenças psíquicas.

“É normal se sentir ansioso, angustiado e ter medo. Para além disso, temos novas situações de trabalho que não foram planejadas. Principalmente para as mulheres e mães, as dificuldades são maiores. Quando estamos em casa, não conseguimos estabelecer a rotina e saber quando parar. Isso adoece as pessoas”, ressaltou a psicóloga.

O assessor jurídico da Fenae, Paulo Roberto Alves, explicou a importância da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) nos casos de adoecimento mental por conta da atividade laboral, algo que a maioria os trabalhadores, infelizmente, desconhece.

A CAT é um documento que faz o nexo da doença com o seu local de trabalho, demonstrando a relação entre as duas coisas. O documento resguarda o trabalhador no momento presente, já que a empresa será obrigada a custear o tratamento e manter os direitos como afastamento por acidente de trabalho, FGTS e contagem de dias trabalhados. Mas não é só isso. A CAT também dá ao trabalhador respaldo nos casos de sequelas futuras, inclusive em situações decorrentes, por exemplo, da contaminação pelo novo coronavírus.

Carolina Grando também deu dicas para tornar esse momento menos difícil. “Evite ver noticias o dia inteiro sobre o coronavírus, ligue para familiares e amigos, faça pausas verdadeiras no trabalho, pratique atividades físicas para manter o corpo ativo, mantenha uma boa alimentação, realize atividades que tragam prazer e que distraiam”, destacou a psicóloga.

A Fenae criou um e-mail para receber relatos e oferecer suporte psicológico, principalmente nesse momento difícil para todos. Basta enviar a mensagem para naosofrasozinho@fenae.org.br.

Confira a íntegra da live no Facebook da Fenae.

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