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Dia de Luta - Jair 600x400

28/05/19 16:57 / Atualizado em 29/05/19 08:52

Mobilização em todo o país reforça a luta em defesa da Caixa pública e social

Empregados do banco realizaram atos e reuniões nos locais de trabalho para denunciar o fatiamento e desmonte do banco público. Nesta segunda, o leilão da Lotex foi cancelado por falta de interessados

Mesmo com o cancelamento do leilão da Loteria Instantânea (Lotex), os empregados da Caixa mantiveram a mobilização convocada para esta terça-feira (28). Nos estados, o Dia de Luta em Defesa da Caixa foi marcado por atos públicos em frente as unidades e reuniões nos locais de trabalho. Foram distribuídos também materiais para denunciar o processo de fatiamento e desmonte do banco público.

Em Brasília (DF), a manifestação foi realizada em frente à Matriz 3 e contou com a participação de trabalhadores e dirigentes de entidades sindicais e associativas, entre eles o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Pedro Ferreira.

“O cancelamento do leilão é mais uma vitória da mobilização dos trabalhadores e das entidades representativas. Mas, precisamos continuar atentos, pois a intenção deste governo é vender o patrimônio público. Precisamos continuar lutando em defesa da Caixa e das demais empresas públicas”, reforçou.

O leilão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), que estava programado para terça-feira, foi cancelado por falta de interessados. O certame tem sido postergado sucessivamente desde julho do ano passado. Esta era a sétima tentativa de venda da loteria, mais conhecida como “raspadinha”. A expectativa do BNDES era arrecadar pelo menos R$ 642 milhões com outorga em três anos. O prazo de concessão era de 15 anos. Antes, o governo cogitava estabelecer lance mínimo de R$ 1 bilhão.

Em São Paulo, o secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidente da Fenae, Sergio Takemoto, foi taxativo: “o leilão da Lotex seria um crime. A privatização de alguns setores do banco visa única e exclusivamente o enfraquecimento da Caixa. O governo já deixou clara a sua intenção de privatizar todas as empresas públicas”.
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O ato na capital paulista foi realizado em frente à sede da Bovespa e de lá os manifestantes saíram em caminhada até o prédio da Caixa na Sé.

 O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis, lembrou que de 2011 a 2016, as loterias arrecadaram R$ 60 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões (45%) foram de repasses sociais. Em 2017, foram R$ 13,88 bilhões arrecadados e R$ 6,44 bilhões transferidos.

“Esses recursos são fundamentais para o Brasil. Eles ajudam a subsidiar programas para educação, cultura, segurança e saúde. A iniciativa privada, com certeza, não vai suprir a lacuna que ficará nessas áreas. Estamos mobilizados em defesa da Caixa 100% pública e em defesa do Brasil”, acrescentou.

A Lotex é uma das quatro áreas do banco na lista de vendas originada na gestão Temer e que o atual governo está levando adiante. As demais seriam as áreas de cartões, seguros e gestão de ativos.

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A política de desmonte também já atinge diretamente os empregados. De 2014 para cá, o número de empregados na Caixa caiu de 101 mil para 84 mil, gerando sobrecarga de trabalho e comprometendo a qualidade do atendimento à população. O cenário pode ficar ainda pior com o novo programa de demissão voluntária (PDV), lançado em 20 de maio, que pretende cortar mais 3,5 mil postos de trabalho.

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