Notícias

CONECEF MARIA MAENO.jpg

11/07/20 14:33 / Atualizado em 11/07/20 16:43

minuto(s) de leitura.

Médica defende maior valorização dos empregados da Caixa pelo atendimento à população na pandemia

Em painel do 36º Conecef, Maria Maeno ressaltou que a categoria tem trabalhado mais e sob pressão

Os reflexos da pandemia do coronavírus nas condições de trabalho e na saúde dos empregados da Caixa foram debatidos em um dos painéis do 36º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), na manhã deste sábado (11). Antes do início dos debates, os delegados e delegadas do encontro acompanharam a exposição da médica e pesquisadora em saúde do trabalhador, Maria Maeno. 

A especialista destacou o papel imprescindível do banco público durante a pandemia e o esforço dos trabalhadores da Caixa para atender à população.  Segundo ela, falta de valorização do trabalho dos empregados por parte da direção da empresa. 

“Ao ouvir os trabalhadores sobre o quanto se sentem desvalorizados e avaliados injustamente, apesar de trabalharem muito mais e sob pressão, é  possível fazer um paralelo com formas de organização e gestão de outras empresas públicas e privadas, cujos eixos consistem em utilizar sistemas de avaliação de desempenho como ferramentas de aprisionamento dos trabalhadores, que passam a temer pelo mal desempenho, que podem representar demissões no caso das empresas privadas e descomissionamentos nas empresas públicas, como a Caixa”, disse Maria Maeno. 

Segundo a médica, o trabalho na Caixa e em outras empresas públicas não pode receber o mesmo tratamento que o de uma fábrica onde se produz milhares de unidades de um produto por minuto. “O cuidado de pessoas exige personalização do atendimento e o empenho para resolução do que cada pessoa precisa”. 

Debates 

No painel Saúde, os participantes do 36º Conecef reafirmaram a luta pelo Saúde Caixa para todos; manutenção do home office até o fim da pandemia, quando não houver mais risco de contágio; aplicação de protocolos que assegurem a saúde e a vida dos trabalhadores e da população. 

Para Fabiana Uehara, secretária de Cultura da Contraf/CUT e representante da entidade nas negociações com a Caixa, o grande desafio dos trabalhadores é lutar pelo fim do teto dos gastos com Saúde Caixa, previsto no Estatuto da empresa e na CGPAR 23, e assegurar a manutenção do atual modelo de custeio (70/30) que consta no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria em vigor até 31 de agosto. “Defendemos também o Saúde Caixa para todos”, acrescentou.

Funcef

Além das questões relacionadas à saúde, os delegados debateram também a situação do fundo de pensão dos empregados da Caixa, a Funcef. O assessor de Previdência da Fenae, Paulo Borges, subsidiou o debate com informações sobre o balanço da Fundação, que apontou um déficit acumulado de aproximadamente R$ 1 bilhão. 

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e ex-conselheiro Deliberativo da Fundação, Antônio Fermino, é preciso resgatar a atuação dos participantes na Funcef. “Precisamos resgatar o nosso direito à democratização das informações e a nossa atuação dentro dela. Só com a nossa participação, iremos recuperar o papel dos participantes e mudar os rumos que ela tem tomado”.

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado