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14/02/20 16:12 / Atualizado em 17/02/20 16:36

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Justiça mantém liminar que suspende início da reestruturação

Caixa continua se recusando a negociar e esclarecer as dúvidas sobre o processo

 A atual direção da Caixa prefere apostar no conflito a negociar seriamente com os empregados. A Caixa recorreu, mas a Justiça manteve a liminar que estabeleceu a suspensão da reestruturação pretendida pelo banco, propiciando mais prazo para que o tema seja discutido e esclarecido aos empregados. A liminar havia sido concedida a pedido da Contraf-CUT e sua nulidade foi indeferida hoje (14) pelo juiz Antonio Umberto de Souza Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região do Distrito Federal.

Na decisão o Juiz do trabalho Antônio Umberto de Souza Júnior destaca que “a imposição de um prazo razoável serviu unicamente ao propósito de assegurar tranquilidade, serenidade, pleno conhecimento e consciência aos economiários aderentes ou não postulantes”. Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Empresa, ressaltou que é sensato e necessário o estabelecimento dessa pausa, pois há uma grande insegurança em relação às mudanças propostas para o setor de Varejo, que vem sendo chamado reestruturação.

“A Caixa tentou implantar essas alterações de forma açodada, sem o devido tempo para questionamentos e esclarecimentos de dúvidas. Compreender o que vai ocorrer é fundamental para cada empregado, assim como é importante para os parceiros do banco, porque todos serão impactados. A Caixa está presente no desenvolvimento das cidades, regiões, em todo o País, e na vida dos brasileiros, com seus programas sociais e aqueles voltados especificamente aos trabalhadores”, destaca.

De acordo com a conselheira o tema ainda não foi objeto de discussão no CA. “Quando isso ocorrer defenderei os direitos dos empregados, uma rede de varejo que respeite o papel da Caixa no desenvolvimento dos municípios e a qualidade de atendimento aos clientes”, antecipa, acrescentando que já se divulga na mídia novo PDV na Caixa, o que, se de fato ocorrer, trará como consequência a ampliação dos problemas causados pela falta de mão de obra na instituição.

“Nós reiteramos à direção da Caixa que são inúmeras as dúvidas dos empregados,  que não sabem o impacto que essas mudanças terão no trabalho e na vida funcional deles. Precisamos estabelecer de fato um processo negocial, não aceitaremos ameaças e estamos respaldados pelo nosso Acordo Coletivo”, afirmou Dionísio Reis, coordenador da CEE Caixa.

 

 

 

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