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CARD MP 905 600X400

11/12/19 19:57 / Atualizado em 16/12/19 09:56

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Instalada comissão que analisará a MP que ataca direitos dos trabalhadores

Em audiência na Comissão do Trabalho, oposição defende que a proposta seja devolvida porque é inconstitucional

 

Foi instalada na tarde desta quarta, 11, a Comissão Mista destinada a proferir parecer à Medida Provisória nº 905/19, a da carteira “verde e amarela”. A presidência caberá ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e o deputado Christino Áureo (PP-RJ) será o relator da medida. Em audiência na Comissão no Trabalho na manhã desta quarta,  o deputado Bohn Gass (PT-RS) disse que são tantas as divergências que a MP deveria ser devolvida.

Segundo ele, um indicativo disso é que o texto recebeu 1.930 emendas. “Esta medida provisória é a das maldades para o povo trabalhador. Precisa ser devolvida. Ela não tem nem urgência e nem relevância", disse.

Para Márcio Amazonas Cabral de Andrade, Procurador do Trabalho, a medida provisória 905/19 é inconstitucional. “O Ministério Público do Trabalho emitiu uma nota técnica três dias após a emissão da MP em que mostra as inconstitucionalidades dessa medida”, afirmou.

O presidente da Fenae, Jair Ferreira, disse que os trabalhadores vão lutar para derrotar a proposta, adotada sem nenhum debate com as centrais sindicais e representantes dos trabalhadores, deixando claro seu objetivo de atender aos interesses do mercado, flexibilizando direitos e ampliando a lucratividade dos patrões.

A nova “Carteira Verde e Amarela” reduz de 40% para 20% a multa do FGTS por demissão imotivada; reduz a alíquota do FGTS de 8% para 2%; altera a jornada de trabalho dos bancários de seis para oito horas diárias sem a necessidade de pagamento de horas extras e  institui o trabalho aos sábados, cobra INSS do seguro-desemprego; prevê a privatização do seguro de acidentes pessoais e redução do adicional de periculosidade; institui um novo Programa de Habilitação e Reabilitação Física e Profissional, Prevenção e Redução de Acidentes do Trabalho; promove enormes alterações na CLT e revoga outros 40 dispositivos hoje em vigor, entre outras medidas que tiram direitos dos trabalhadores.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), todas as soluções que o governo Bolsonaro apresentou para sanar a alta do desemprego só destruiu mais o mundo do trabalho. “Como o governo não consegue debelar o nível de desemprego que nós estamos vivenciando, ele aprofunda a retirada de direitos, é preciso se indignar com isso que está acontecendo. O governo deveria pedir perdão para o povo brasileiro, deveria dizer que todas as suas soluções, inclusive a Reforma da Previdência, não foram suficientes para fazer com que o País crescesse”, afirmou a parlamentar.

 

 

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