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Foto: Senado Federal

25/05/20 18:50 / Atualizado em 25/05/20 19:07

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Governo protela medidas para agilizar auxílio emergencial

A participação dos Correios no cadastro dos beneficiários continua sem data definida. A previsão é que ocorra em junho

 

O governo Federal voltou a divulgar, neste fim de semana, que os Correios vão ajudar a população a realizar o cadastro para receber o auxílio emergencial de R$ 600. Dessa vez, a promessa é que a medida, já anunciada, em 7 de maio, pelo Ministério da Cidadania, entre em vigor em junho. Ou seja, quando deverá ser creditada a terceira parcela do auxílio para grande parte das pessoas habilitadas.  Isso se não houver atraso no pagamento, como ocorreu com a segunda parcela.

A descentralização é uma das principais reivindicações das entidades sindicais e associativas para agilizar o atendimento e proteger os trabalhadores e a população do risco do contágio do novo coronavírus.

A demora do governo em envolver outras instituições tanto no cadastro, quanto no pagamento, só expôs os empregados do banco e a população à riscos desnecessários. Não é de hoje que as representações dos trabalhadores da Caixa, como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), cobram da direção da empresa medidas para solucionar o problema.

"É impressionante a desorganização e falta de planejamento desse governo. Somente no terceiro mês de concessão do auxílio e depois dos tumultos a que a população e os empregados da Caixa foram submetidos é que o governo prevê a possível participação dos Correios no processo de cadastramento dos beneficiários. Em junho, faltará um mês para terminar o prazo previsto para encerrar o cadastramento do programa, que é 3 de julho”, lamenta o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

O dirigente lembra que desde o lançamento o programa, as entidades representativas dos bancários ficaram preocupadas ao saber que somente a Caixa iria operacionalizar o pagamento. “Nós já avaliávamos que teria um grande contingente de pessoas que iria demandar esse auxílio e que não seria possível somente a Caixa ser responsável por fazer todo esse atendimento”, disse Takemoto.

A Fenae e demais entidades representativas da categoria defendem que outros bancos também participem da operação de pagamento.

Segundo nota divulgada pelos Correios, na última sexta-feira (22), não há data definida para o início da prestação de apoio das agências postais no cadastramento do auxílio emergencial. Conforme a empresa, “as agências estão, nesse momento, em processo de adaptação dos sistemas para realização do serviço.”

 

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