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24/01/20 11:57 / Atualizado em 24/01/20 12:01

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Governo avança no processo de fatiamento da Caixa

O banco formalizou nesta semana a entrada no mercado de máquinas de cartão

Após anunciar a privatização da Caixa Seguridade, a Caixa Econômica Federal inicia processo semelhante na área de cartões. O banco formalizou nesta semana a entrada no mercado de máquinas de cartão. O contrato de outorga à Caixa Cartões Holding S.A foi firmado na segunda-feira (20).

 O acordo prevê divulgação, oferta, distribuição e comercialização de produtos e serviços que foram adquiridos tanto nos canais de atendimento do banco quanto entre agências, correspondentes bancários, unidades lotéricas e canais digitais. 

Segundo reportagem divulgada pelo Valor Econômico, o banco se prepara para entrar, ainda neste ano, com um parceiro privado no segmento de maquininhas. Este mercado conta com a participação de gigantes como Cielo e Rede, que hoje são parceiros da Caixa. A empresa, conforme o jornal, está em processo de escolha de parceiro para constituição de joint venture.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a movimentação do governo e da direção do banco nas áreas de seguro e cartões, confirmam o que as entidades representativas dos trabalhadores já vem denunciando: o fatiamento do banco público.

 “Com a venda das loterias, seguros e cartões e a retirada do FGTS da Caixa, o Brasil todo perde. A população de baixa renda é a que será mais prejudicada com o fim do acesso ao sistema financeiro, ao crédito, à poupança e a outros serviços”, completa. 

Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, destaca que a privatização de operações da Caixa ameaça a sustentabilidade do banco em um médio prazo e o desenvolvimento econômico e social do país. “Quando você tem acionistas privados o único interesse do acionista é o lucro e esse não pode ser o único interessa da empresa pública. O interesse da empresa pública tem que ser o investimento no País”, argumenta.

Números da Caixa Cartões

A operação da Elo, de propriedade da Caixa, Banco do Brasil e Bradesco, ficará debaixo da nova empresa. Segundo o valor em 2019, a base de cartões de crédito da Caixa com a bandeira Elo dobrou. Passou de 1,5 milhão para 3 milhões. Já a de débito cresceu menos, 19%, atingindo 66,3 milhões de unidades.

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