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15/07/19 19:21 / Atualizado em 15/07/19 20:04

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Funcef e Saúde Caixa são debatidos no Congresso da Caixa

O evento integrou a programação VI Congresso Estadual dos Bancários e das Bancárias

A informação sobre o déficit no Plano REG/Replan Saldado e Não Saldado da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) não agradou aos participantes que estavam no evento no Congresso da Caixa que aconteceu em Serra, no Espírito Santo, realizado na última sexta-feira (12). No acumulado de 2019 até abril, o resultado negativo soma R$ 1,4 bilhão. No déficit total, o montante é de R$ 6,7 bilhões. O Congresso da Caixa integra a programação do VI Congresso Estadual dos Bancários e das Bancárias e seguiu até domingo (14).

Como já alertado pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a política de investimentos da Funcef tem sido o grande problema. Ano a ano, a Fundação tem aumentado cada vez mais o percentual de recursos alocados em renda fixa, contrariando as boas práticas de mercado sobre diversificação de investimentos.

Segundo o assessor da diretoria de Saúde e Previdência da Fenae, Paulo Borges, com o resultado positivo no final de 2018, a expectativa era de que os problemas haviam terminado.  “O déficit é uma má notícia, mas, dentro desse cenário, acaba sendo uma boa notícia a gente saber que a Funcef está pensando a política de investimentos”, avaliou Borges.

A diretoria da Fundação manifestou-se sobre a necessidade de revisão da orientação da política de investimentos que foi definida no ano de 2018.

Outro tema de destaque no encontro foi a defesa do Saúde Caixa. A partir de agosto de 2020, com o vencimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), alterações importantes acontecerão no plano de saúde. A Caixa passará a aplicar o teto de 6,5% da folha de pagamento para sua contribuição, além das restrições previstas na resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) 23.

De acordo com o assessor técnico de Saúde da Federação, Plínio Pavão, o resultado dessa mudança será o encarecimento do plano para os empregados e o comprometimento da sustentabilidade. “Para se ter ideia, o plano, entre 2018 e 2023, segundo projeções da própria Caixa, sofrerá um reajuste médio de 300% para os usuários”, ressaltou o Pavão.

Pavão destacou ainda a luta pela revogação da CGPAR 23 e do PDC 956 da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que propõe a sustação da CGPAR 23. “A única esperança de reverter essa situação é com a mobilização, que tem que começar já”, apontou. Segundo o assessor o público viu com preocupação as mudanças previstas para o plano e “de todo modo já há um sentimento generalizado de que o Saúde Caixa está sob ameaça.”

A diretora de Relações de Trabalho da Fenae e do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, Rita Lima, enfatizou que a preocupação com o adoecimento entre os colaboradores foi um tema esquecido, mas que deve ser urgentemente retomado, principalmente com o crescente fenômeno de adoecimento mental e emocional da atualidade, pois é um instrumento importante para conhecer a condição em que se encontram os trabalhadores. “Devemos retomar os programas de saúde, criar estratégias de combate às doenças. Isso precisa ser ponto central, além das metas e projetos. Pois a destruição de expectativa da atual conjuntura nacional acaba criando um clima de mais ansiedade e terror entre os trabalhadores”, completa.

 

 

 

 

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