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01/06/20 17:15 / Atualizado em 01/06/20 17:39

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Fenae pede apoio aos movimentos populares contra privatização da Caixa e de outras empresas públicas

O presidente da entidade, Sergio Takemoto, participou neste domingo da plenária nacional da Central de Movimentos Populares

Na  plenária virtual da Central de Movimentos Populares (CMP), realizada neste domingo (31), o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, denunciou as iniciativas em andamento para fatiamento e venda banco público e pediu apoio ao projeto de Lei 2.715/20, de autoria do deputado Enio Verri (PT), que suspende privatizações de empresas públicas. 

“Precisamos do apoio dos movimentos sociais para fazer uma grande mobilização para que o projeto seja aprovado. É preciso barrar essa intenção de governo de continuar com as privatizações”, enfatizou Takemoto. 

Saiba mais sobre o projeto 

O dirigente fez um relato do processo de enfraquecimento da Caixa, que compromete a execução de políticas públicas como o direito à moradia. Na plenária, que tinha como tema “O Direito à Cidade em Tempos de Pandemia: movimentos populares e territórios resistem”, Sergio Takemoto alertou para o desmonte de uma das mais importantes políticas públicas do país. 

Segundo ele, o Minha Casa Minha Vida, criado em 2008 e operacionalizado pelo banco público, chegou a ter orçamento de até R$ 11 bilhões. Em 2018, o volume de recursos foi drasticamente reduzido para R$ 4,7 bi e a previsão para 2020 é de R$ 2,7 bilhões. 

“A Caixa é responsável por 70% dos financiamentos habitacionais hoje no país e 95% dos financiamentos para famílias de baixa renda são operados pelo banco público, porque os bancos privados não têm interesse em financiar imóvel para essa camada da população”, argumentou o presidente da Fenae. 

Segundo Takemoto, é importante que a Caixa seja fortalecida para o Brasil retomar os trilhos do desenvolvimento social e econômico, executando políticas públicas que reduzam as desigualdades sociais. O presidente da Fenae chamou atenção para a venda de áreas lucrativas do banco. 

“Se vender estas áreas (seguros e cartões), os lucros não vão ser destinados mais as políticas sociais, mas aos sócios, provavelmente americanos ou chineses, que estão interessados somente nos lucros e não em investimentos sociais”, ressaltou.

 Pandemia

 

Além de Takemoto, participaram também da plenária da Central de Movimentos Populares a deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) e Celso Carvalho, ex-diretor do Ministério da Cidades (2004 a 2014) e representante da Coordenação Nacional do BrCidades. 

Natália Bonavides criticou a atuação do governo Bolsonaro. “ A pandemia associada as desigualdades sociais do nosso país aumenta em muito a letalidade de classe trabalhadora, mas se não bastasse todo esse cenário desfavorável,  a gente tem aqui o pior governo possível para estar lidando com esse momento de crise sanitária, que é o governo  ultraliberal, que representa os banqueiros, e com características neofacista”, destacou a parlamentar. 

Celso Carvalho ressaltou que a pandemia do Covid-19 escancarou a enorme desigualdade social existente no país. “ Isso nos traz uma tarefa de, além de construir um projeto para nossas cidades que combata a desigualdade social, construir um projeto para proteger nossa população dessa pandemia, da recessão econômica que já se inicia e vai se aprofundar após a pandemia; um projeto também que faça o combate ao fascismo, aos ataques a democracia e ao governo Bolsonaro, que tem se mostrado incapaz de construir programas de desenvolvimento urbano”, enfatizou o representante do BrCidades.

 Parceria

O coordenador nacional da CMP, Raimundo Bonfim, destacou a importância da parceria dos movimentos populares com a Fenae em defesa da Caixa e das empresas públicas, bem como do direito à moradia digna e políticas públicas que reduzam as desigualdades sociais. 

"Os bancos públicos  têm sofrido brutal ataque do atual governo e é tarefa nossa, dos movimentos populares, defender a Caixa como instituição pública, que ao longo dos anos tem operacionalizado políticas públicas tão importantes para o nosso país", enfatizou.

Fundada em 1993, a Central de Movimentos Populares (CMP) é uma entidade que reúne diversos movimentos sociais, como de moradia, saúde, mulheres, negros e negras, dentre outros, que atuam em todo o país na defesa das políticas públicas e participação popular.

 

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