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08/05/20 21:16 / Atualizado em 08/05/20 21:18

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Fenae e Contraf/CUT pedem apoio dos governadores do NE para reduzir aglomerações em agências da Caixa

Em ofício enviado ao Consórcio do Nordeste, as entidades solicitam que os nove governadores apoiem a descentralização do pagamento, hoje realizado exclusivamente pela Caixa

Nas últimas semanas, filas gigantescas se formaram na porta de agências da Caixa Econômica Federal de todo o país por pessoas em busca de informações ou do saque do auxílio emergencial, colocando em risco de contaminação a população e os trabalhadores do banco. Diante da omissão do governo federal, as entidades que representam os bancários buscam alternativas para reduzir o problema. Uma das iniciativas é o pedido de apoio ao Consórcio do Nordeste, que reúne os governadores dos nove Estados da região. Em ofício enviado quinta-feira (7) ao governador da Bahia, Rui Costa, presidente do Consórcio, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) solicitam ajuda governamental para organizar as filas e reduzir os riscos com a exposição ao coronavírus.  

O documento também pede apoio dos nove governadores para descentralização do pagamento, hoje realizado exclusivamente pela Caixa. Cerca de 100 milhões de brasileiros – quase metade da população – solicitaram o auxílio emergencial, que já foi pago a 50 milhões. Segundo a presidente da Contraf/CUT, Juvandia Moreira, as entidades têm defendido a descentralização do auxílio emergencial para prefeituras e outros bancos. “O governo concentrou o cadastramento todo na Caixa. São milhões de pessoas e exigiu acesso a celular, internet ou baixar um aplicativo. Mas 17% dos brasileiros não têm celular, outros têm um celular que não tem memória ou não sabem usar os meios digitais”, explica a dirigente. 

O ofício solicita o apoio dos governadores para adoção de distância de segurança entre as pessoas, com organização de filas, demarcação de distanciamento em solo ou adoção de balizadores; uso de equipamentos de proteção individual pelos empregados; higienização frequente das superfícies e disponibilização de álcool gel e/ou água e sabão para empregados e clientes. 

As entidades representativas dos empregados da Caixa ressaltam que as aglomerações nas unidades da Caixa se devem à falta de planejamento do governo Bolsonaro, que foi ineficaz na operacionalização do pagamento. “Os empregados da Caixa estão fazendo trabalho heroico, se desdobrando para atender a população como merece, reforçando o papel principal do Banco, que é ser uma empresa pública. Já a direção da Caixa não tem adotado as medidas necessárias para evitar essas filas gigantescas e aglomerações”, diz Sergio Takemoto, presidente da Fenae.

 Confira a íntegra do documento.

 

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