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02/12/19 16:44 / Atualizado em 02/12/19 16:54

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Fenae debate políticas públicas e direitos do trabalhador no 43º Ensa em Salvador

Na tentativa de construir alternativas para evitar retrocessos dos direitos dos trabalhadores, a mesa de debate reuniu acadêmicos e entidades dos trabalhadores para encontrar soluções

 

A precarização no mundo do trabalho, reforma do estado e perspectivas na atual conjuntura política foram os temas debatidos mesa de abertura do sábado (30) no 43° Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (Ensa). O evento contou com a participação da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) no encontro realizado em Salvador (BA), no Portobello Ondina Praia Hotel.

Na mesa, o presidente Fenae Jair Pedro Ferreira, a pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades da Universidade Federal da Bahia (CRH/UFBA), Graça Druck e a supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Ana Georgina Dias, debateram sobre os desafios democráticos em que o Brasil se encontra e as perspectivas de reorganização das formas de luta.

Segundo Ferreira, a perda de direitos dos cidadãos e cidadãs cresce a cada dia e segue no governo atual. “Precisamos construir alternativas para barrar o estrangulamento do Estado e resgatar a proteção social. Estamos vivendo no país da divisão e do ódio”, afirmou o presidente. Ele ressaltou ainda que o processo de escravidão, iniciado com a construção do país e mantido nos dias atuais, mostra que ainda não terminou e está longe de acabar. 

O presidente Jair Pedro Ferreira destacou ainda que a Fenae e a  Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)  são entidades parceiras em defesa da democracia, da cidade inclusiva e do respeito às empresas públicas e aos trabalhadores. "Defendemos que tudo que seja construído, seja para a democracia e dignidade. Então esses pontos sempre nos uniram. Fomos parceiros na criação das políticas de assistência social, no Conselho Nacional das Cidades, na luta pela democracia, pela urbanização e pelas cidades dignas. Então, seguimos caminhando juntos pela democracia”, ressaltou Ferreira.

A vice-presidente dos arquitetos e urbanista, Eleonora Márcia, destacou o desafio de enfrentar o processo político colocado e os retrocessos de reformas que prejudicam os trabalhadores. “A gente trabalha no sentido de organizar e articular os arquitetos e urbanistas para, junto com outras categorias, resgatar as políticas públicas, precisamos fortalecer os sindicatos e trazer os profissionais para a base, fazer a discussão conjunta e participativa”, avaliou.

Para o presidente da FNA, Cícero Alvarez, trabalhadores da Caixa e da Federação defendem os mesmos temas: democracia e soberania. “Nós trabalhadores da Caixa Econômica Federal e da Federação, defendemos o direito à democracia, inclusive que as empresas públicas, os trabalhadores sejam respeitados e que tudo seja feito em prol da democracia. Queremos uma sociedade onde todos são tratados com respeito e igualdade. É o ideal para um país que tem como regime político a democracia”, salientou Alvarez.

Discussões sobre a profissão e os desafios do Brasil

A FNA é formada por arquitetos e urbanistas e representantes de 18 estados brasileiros. Neste ano, o tema do 43° Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (Ensa) foi a desregulamentação das relações de trabalho e as perspectivas de reorganização das formas de luta, a precarização do trabalho. O evento realizado pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (SINARQ/BA) começou na quinta-feira (28) e foi até o domingo (1º).

A reunião recebeu o nome de Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (Ensa) - Clóvis Ilgenfetz da Silva, como forma de homenagear o arquiteto Clóvis Silva, ex-presidente da FNA e deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, que faleceu há pouco tempo.

Clóvis foi um grande defensor da implementação da Lei de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (Lei ATHIS), que prevê a obrigação do governo em dar condições dignas para a construção de moradia à população de baixa renda.

 

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