Notícias

Credplan_600x400.png

14/08/19 12:06 / Atualizado em 14/08/19 12:12

minuto(s) de leitura.

Estudo demonstra ser viável adoção de carência no CredPlan

Proposta da Fenae prevê três anos de carência da amortização para novos empréstimos a participantes que estejam pagando equacionamento. Contribuições extraordinárias já comprometem 20% da renda de ativos e aposentados

A Fenae tem cobrado da Funcef um posicionamento sobre a viabilidade da implementação da resolução nº 30 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), em vigor há mais de oito meses, que permite a diluição das cobranças do equacionamento em um prazo maior. Enquanto a fundação não implementa a nova regra, que reduzirá os descontos mensais sobre os participantes, a Federação busca alternativas, entre elas a implementação de prazo de carência no CredPlan.

Um estudo encomendado pela Fenae à consultoria Ermida aponta ser possível a oferta de uma linha de crédito com a mesma taxa de juros atual, para o participante que esteja incluído em um plano de equacionamento. A proposta considera o sistema de Price de amortização e prazo de até 10 anos na qual o participante possa permanecer os primeiros três anos pagando apenas os juros do empréstimo. Com a medida, durante o período de carência, o valor das parcelas cairia cerca de 32%. A proposta será apresentada à Funcef.

Com a medida, que já foi proposta pela Fenae em situações anteriores, será possível ajudar os participantes que estão endividados e com dificuldades financeiras em geral sem comprometer o equilíbrio dos planos de benefícios, sem grande impacto para a política de investimentos e ainda permanecendo muito distante do limite estabelecido pela legislação para recursos alocados em empréstimos pessoais.

“Fizemos um estudo conservador e efetivo, que aponta uma solução viável que pode ser posta em prática imediatamente para ajudar as pessoas”, afirma a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, que complementou com um apelo. “Três em cada quatro participantes da Funcef estão endividados. As pessoas estão pagando 20% de sua renda em equacionamento e precisam de alternativas”, diz Fabiana.

No dia 6 de agosto, o presidente da Funcef, Renato Villela, em reunião com dirigentes da Fenae, demonstrou preocupação quanto à aplicação da revisão nos planos de equacionamentos e afirmou que a resposta oficial sobre a viabilidade da implementação da resolução CNPC nº 30 será dada até o final deste ano.

Proposta sustentável

As simulações foram feitas para as realidades do Reg/Replan Saldado e do Não Saldado. Para ambos, estimou-se uma adesão média de até 55% da carteira à nova linha de crédito. Ou seja, se pouco mais da metade dos participantes de cada plano aderir à nova linha de crédito, as condições de equilíbrio do plano não sofrerão impacto relevante.

Também foram levados em consideração os parâmetros e metas estabelecidos na política de investimentos da Funcef para o período de 2019 a 2023, comprovando que o acesso aos empréstimos se enquadraria nos limites de alocação dos planos de benefícios.

Muito espaço para melhorar

A resolução nº 4661 do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevê o limite máximo de 15% para alocação de recursos em empréstimos a participantes. Contudo, a Funcef se mantém muito abaixo desse patamar, ainda que grande parte de seus mais de 130 mil participantes esteja com dificuldades financeiras e tenha potencial interesse no serviço.

No Reg/Replan Saldado, apenas 3,05% dos recursos ou R$ 1,3 bilhão estão na carteira do CredPlan. No Não Saldado, somente 1,56% dos ativos estão alocados, ou R$ 79 milhões. 

Participantes preferem recorrer à Caixa

Pesquisa realizada pela Fenae sobre a realidade dos trabalhadores da Caixa aponta que 75% estão endividados e que o desconto do equacionamento representa em média 20% da renda mensal. Quase 51% têm ao menos um empréstimo consignado, contudo, a grande maioria ainda recorre à Caixa.

Entre os ativos que possuem empréstimo consignado, 98,8% contraíram junto ao banco e apenas 7,3% pegaram dinheiro com a Funcef. Entre os aposentados, 83,8% recorreram à Caixa e 14,3% à fundação.

“Os números mostram a realidade. Temos um fundo de pensão, o patrimônio pertence aos participantes, mas na hora da necessidade, acabamos não contando com a Funcef”, observa a diretora da Fenae, Fabiana Matheus.

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado